A visita de Roseana Sarney Murad ontem a Imperatriz não mexeu com o chamado “povão”, mas em compensação deixou o trânsito nas ruas centrais da cidade uma bagunça maior do que habitualmente já é.
O caos se deu nem tanto pela caminhada dos roseanistas – que na verdade foi um rápido “corre-corre” –, mas devido à grande quantidade de carros de som a serviço dos candidatos ligados ao grupo Sarney.
Estacionados na Praça de Fátima e na Praça Mané Garrincha, ou circulando pelas ruas centrais, era carro de som pra todo lado e de todo jeito – dos mais modestos aos enormes “treme-terras”.
Quando dois desses últimos se encontravam, era tráfego parado na certa.
A bagunça serviu pelo menos como exibição do poder de fogo econômico da oligarquia Sarney.
Também foi bom para a Justiça Eleitoral do Estado ver que, apesar das limitações impostas pela nova legislação, nem tudo foi feito, ainda, para evitar o abuso da “força da grana” por parte dos candidatos mais abastados.