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Curtas do Sul
Acusado passa mal na PF e empresário é ouvido
Casa no Santa Rita funcionava como engarrafadora de cachaça falsificada

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Data de Publicação: 6 de setembro de 2006
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PÉSSIMA IDÉIA - Comerciante enchia garrafas de 51 com aguardente artesanal e distribuía na zona rural tocantina

Por: Oswaldo Viviani

Uma equipe de seis policiais federais, chefiada pelo delegado David Farias de Aragão, “estourou”, na tarde de segunda-feira, uma engarrafadora de cachaça falsificada que funcionava numa casa do bairro Santa Rita (periferia de Imperatriz).

Na fábrica clandestina, os policiais prenderam em flagrante o comerciante Evangelista Soares de Menezes, que enchia, com aguardente produzido artesanalmente, garrafas de pinga da marca 51. A denúncia que levou a PF à casa de Evangelista foi formalizada por uma entidade nacional que combate a falsificação de produtos industrializados.

Selos falsos – Depois de engarrafar a bebida (que era adquirida de pequenos produtores locais de cachaça), Evangelista colocava nas tampas das garrafas selos falsos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em seguida, distribuía a pinga falsificada em estabelecimentos comerciais da zona rural de Imperatriz e de municípios vizinhos (João Lisboa, Senador La Rocque e Davinópolis, entre outros).

O delegado David de Aragão informou ao Jornal Pequeno que na casa de Evangelista – que fica na rua Santa Rita, 187-A – foram apreendidos 15 galões cheios de cachaça artesanal (cerca de 300 litros de pinga), mais de 100 garrafas vazias de cachaça da marca 51 e 10 caixas com aguardente já engarrafado, prontas para serem distribuídas.

Doença misteriosa – Para o delegado Aragão, além da casa do bairro Santa Rita, outras residências em Imperatriz podem esconder “fábricas” de fundo de quintal que falsificam bebidas alcoólicas. Ele fez um alerta os consumidores para que verifiquem a procedência do produto antes de consumi-lo.

O delegado não descartou a possibilidade de a cachaça falsificada no Santa Rita ter colaborado para agravar o quadro de a saúde de muitos pacientes vitimados recentemente por uma síndrome neurológica desconhecida na região tocantina, que matou pelo menos 40 pessoas. “Por ser uma aguardente de qualidade bem inferior às industrializadas, a cachaça artesanal tem um grande potencial lesivo e pode provocar ou agravar doenças ligadas à carência nutricional”, disse o delegado. Apesar de preso em flagrante, Evangelista Soares de Menezes foi solto ainda na segunda-feira, depois de pagar uma fiança de R$ 150. Ele vai responder em liberdade por crime de falsificação.

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