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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 5 de setembro de 2006
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(drpeta@box.elo.com.br)

Caro Dr. Pêta;

Esta propaganda eleitoral tem se mostrado uma verdadeira pantomima. As mais diversas mentiras vêm sendo contadas como se fosse verdade pela candidata Roseana Sarney. Começando pelo jingle de campanha, “é a força do novo” (?). Tem muita coragem Roseana em dizer que durante seu governo o Maranhão cresceu e avançou. Para falar a verdade, não é de todo mentira seu pronunciamento. Cresceu a miséria do povo. Cresceu o índice de pobreza. Cresceu o analfabetismo. Cresceu a fortuna dos Sarney´s. Avançou a política coronelista do senador-rei. Avançou a dívida estadual. Avançou o desespero dos pequenos agricultores com o fim dos projetos de apoio a agricultura de subsistência. Avançou a dívida das costureiras do Pólo de Confecções de Rosário. Enfim, o Maranhão “avançou e cresceu”.

Agora vem a “nova” Roseana falando de reconstrução, de fábricas, de progresso. Promessas, só promessas. Se em 7,5 anos de governo não fez nada além de quebrar e endividar o Estado, explorar seu povo, subjugar políticos, “bater o pé” e impor seu querer, por que devemos acreditar que a sinhazinha Sarney irá agir diferente agora?

As pesquisas que mostram ampla maioria e vitória no primeiro turno da filha do senador-rei realmente expressam a vontade do povo maranhense? Será que os famintos querem ficar com mais fome? E os sem educação, querem continuar sem estudos? Os políticos querem de volta as baforadas do fedorento charuto de Jorge Murad? Quer mesmo o povo perder a chance de se libertar dos Sarney’s e Murad’s? Quer abrir mão da liberdade de crescimento, de dias melhores? Se deixar passar esta oportunidade não terá outra tão cedo!

Muitos perguntam “qual a obra de José Reinaldo para apresentar ao povo e ajudar seu(s) candidato(s)?”, querem obra maior que a possibilidade do fim da oligarquia Sarney? O atual governador abriu a porta para a liberdade, resta ao povo correr para fora deste curral.

O senador-rei faz a política do autoritarismo no Amapá, impondo a lei da mordaça que outrora usou pelas bandas de cá. No Amapá tenta calar as vozes que denunciam suas falcatruas, truculências, seu abuso de poder, sua falsa moralidade, seu sorriso falso, sua ditadura travestida de democracia, seu terrorismo influente. Aqui no Maranhão ainda sofremos com este senador-ditador que mostra o quanto pode “intervir” em um poder considerado disjunto (vide caso dos direitos políticos de Paulo Marinho).

Outubro de 2006 pode representar o começo de um novo Maranhão. Um Maranhão livre, próspero, independente, reconhecido como estado e não feudo sarneyzista. Basta que o povo diga não a Roseana / Jorge Murad. Diga não a Lunus, Paulo Ramos / Arame, ao Pólo de Confecções de Rosário, ao senador “pau mandado”, a Manoel “galinha”, ao deputado Hollyfield, a Pedro “gado/sem palavra” Fernandes, a Max “mentiroso” Barros, a César “sem educação” Pires e outros menos importantes.

Outubro de 2006 pode representar também que o povo do Maranhão prefere o cabresto à liberdade, a má gestão de recursos públicos ao crescimento real, circo (vale festejar) à educação. Neste caso o que temos a fazer é lamentar e sofrer junto, mas nunca abandonar o Maranhão. Podemos também sonhar que um dia, quem sabe, os ventos do progresso e da liberdade soprem para as bandas de cá.

Liberta-te Maranhão, mostra que teu povo é forte!!!!

(Luis Augusto Ribeiro Barbosa – Radional, São Luís)

Caro Dr. Pêta;

Nascer e se criar vivendo e ouvindo toda sua vida o pai combatendo a família Sarney e assistir ao pai totalmente impotente até mesmo para defender seus próprios ideais de jovem deve ser frustrante demais. Saber que o pai foi classificado de tudo que não presta em toda sua vida e assistir ao pai defender a quem o acusou de assassino e ladrão é realmente frustrante. Tenho pena de você, filha de quem chamava a atual musa de moça. Infelizmente, você não pode trocar de pai. Mas se puder, mude. Ainda há tempo de ser gente e de fazer seu pai sentir-se gente. Pobre pai.

paulo.stwart@hotmail.com

São Francisco

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