Por Waldemar Terr
(Repórter de Política) / wter@uol.com.br
O secretário de Educação do Estado, Lourenço Vieira da Silva, garantiu que o governo José Reinaldo tem realizado grandes investimentos na área educacional do Maranhão, a ponto da haver reduzido o analfabetismo e alcançado outros índices importantes. "Saímos de um índice de analfabetismo da ordem de 28%, em 2002, para o percentual de 23% entre jovens e adultos, em 2005", revelou.
O secretário disse que "em 2001, só 58 municípios eram atendidos pelo ensino médio, com 76 mil alunos matriculados; e em 2002 o governador José Reinaldo estendeu o ensino médio para mais 140 municípios, com a matrícula de 186 mil alunos. Só que em 2001 o governo anterior computava o pessoal do tele-ensino, que todos sabem que foi, na verdade, um tele-fracasso, que tinha 117 mil alunos sem nenhum professor ou monitor na sala de aula, ele assistia a um televisor sem ninguém para esclarecer as dúvidas. Em 2003, o ensino médio passou para 211 municípios, com 206 mil estudantes, e em 2004, com 267,8 mil, atingiu os 217 municípios maranhenses e mais povoados e distritos. Em 2005, foram 277 mil alunos e em 2006, 279,7 mil, mas como colocamos escolas em alguns povoados, estamos beirando cerca de 300 mil alunos, o que é quase quatro vezes o que o governador recebeu".
Quando assumiu, uma das medidas adotadas pelo secretário foi divulgar o resultado final da segunda etapa do seletivo e a revisão do primeiro. "A dívida social está sendo paga com a qualidade de vida e a educação tem contribuído com a meta mobilizadora de elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) almejada pelo governador, uma vez que estudos comprovam que cada ano de escolaridade representa cerca de 50 reais na renda per capta".
A seguir os principais trechos da entrevista.
JORNAL PEQUENO - Quais as primeiras medidas adotadas pelo senhor?
LOURENÇO VIEIRA DA SILVA - Um dos pedidos do governador José Reinaldo foi para que eu assumisse, não apenas como secretário da rede de escolas do Estado, mas como secretário de Educação do Estado do Maranhão, de forma a interagir com os municípios, com as escolas comunitárias e com os órgãos federais da área da educação, com uma visão sistêmica do todo. Nossa primeira preocupação foi colocar em sala de aula todos os professores de ensino médio das unidades das regionais do interior. Divulgamos também o resultado final da segunda etapa do seletivo e a revisão do primeiro. Solicitei ao Ministério Público que acompanhasse todas as nossas ações, numa transparência necessária e fundamental. Assim colocamos em sala de aula mais de oito mil professores. Foram chamados também professores concursados, 1.185, e 7.424 do seletivo.
JP - Qual a quantidade de alunos atendidos pelo Estado?
LVS - Em 2001, só 58 municípios eram atendidos pelo ensino médio, com 76 mil alunos matriculados; e em 2002 o governador José Reinaldo estendeu o ensino médio para mais 140 municípios, com a matrícula de 186 mil alunos. Só que em 2001 o governo anterior computava o pessoal do tele-ensino, que todos sabem que foi, na verdade, um tele-fracasso, que tinha 117 mil alunos sem nenhum professor ou monitor na sala de aula, ele assistia a um televisor sem ninguém para esclarecer as dúvidas. Em 2003, o ensino médio passou para 211 municípios, com 206 mil estudantes, e em 2004, com 267,8 mil, atingiu os 217 municípios maranhenses e mais povoados e distritos. Em 2005, foram 277 mil alunos e em 2006, 279,7 mil, mas como colocamos escolas em alguns povoados, estamos beirando cerca de 300 mil alunos, o que é quase quatro vezes o que o governador recebeu."
JP - E no ensino fundamental?
LVS - Nós temos cerca de 250 mil alunos no ensino fundamental. Sabemos que pela Lei de Diretrizes de Base a expansão do ensino fundamental tem que ser feita pelos municípios, mas vimos a necessidade de reformar e construir novas escolas, em parceria com os municípios, todas basicamente do ensino fundamental. Estamos construindo mais de cem escolas novas, algumas do ensino médio e outras do fundamental e algumas estão sendo entregues agora e outras até o final do ano. Temos também escolas do Projeto Alvorada, que tivemos que recompor porque estavam paradas com pendências e estamos partindo para a construção de escolas novas deste projeto também.
JP - Como tem sido o relacionamento com os municípios?
LVS - Dentro desta nova visão que implementamos, por orientação do governador, passamos a interagir com as secretarias municipais de educação, tanto que o professor Francisco das Chagas, diretor do ensino básico no Ministério da Educação, se admirou muito, quando eu, com poucos dias como secretário, participei do congresso nacional de secretários municipais; disse que está há dez anos na área e nunca tinha visto isso. Dentro desta parceria estamos fazendo um trabalho muito integrado com a Prefeitura de São Luís e com várias do interior, através de convênios para capacitação e treinamento de professores. Vamos fazer agora a capacitação de gestores de escolas e fizemos algumas mudanças na estrutura da secretaria, criando a Superintendência de Modalidades Especiais de Ensino. Temos que ajudar a expandir o ensino fundamental nos municípios, mas com qualidade.
JP - Quais os avanços?
LVS - Além de estarmos construindo algumas escolas de ensino fundamental para o Estado, mais de 250 prédios estão sendo ou foram reformados, entre o que foi feito antes neste governo e o que está sendo feito agora. Só neste período são mais de 100 escolas em reforma. Estamos fazendo também a capacitação de professores, investindo na qualidade do ensino, o que é importante. Tivemos agora uma avaliação do Secad sobre o ensino fundamental, quando alunos da 1ª a 4ª séries e da 5ª a 8ª séries, especialmente, nas provas de Português e Matemática, se destacarem; o Maranhão, que no Nordeste só ganhava em Alagoas, ultrapassou várias unidades da federação e estamos nas melhores posições em rendimento. O governador visitou três escolas na semana passada, a Barjonas Lobão, a Santa Teresa e Aloísio de Azevedo, nas quais alunos conseguiram as melhores médias do Maranhão e que estão bem acima da média nacional, quase que tocando nos recordes que foram obtidos. É uma obra que não traz placa, mas traz cidadania e libertação.
JP - Como anda a aprovação dos alunos da rede pública nos vestibulares?
LVS - A quantidade de alunos oriundos de escolas públicas aprovados em vestibulares vinha diminuindo ano a ano a ponto do Liceu ter aprovado apenas cinco estudantes nas universidades públicas, no primeiro ano deste ano governo, como fruto do governo anterior. Já no ano passado, tivemos um crescimento significativo e este ano obtivemos alguns indícios que mostram o acerto da política de professor em sala de aula, que foi a aprovação de aproximadamente de um terço dos que passaram na Universidade Federal do Maranhão. Foram 459 alunos egressos de escolas públicas. No seriado da Uema tivemos uma participação de 58,6 por cento, quase três quintos do seriado dela. Só do Liceu tivemos entrando na Ufma 145 alunos. Isso mostra que a qualidade do ensino melhorou indiscutivelmente.
JP - Qual o objetivo da criação do Fórum de Educação?
LVS - Foi criado o Fórum Permanente da Educação, onde vamos debater os problemas da educação - não apenas dissídios coletivos - com planejamento estratégico e uma visão de futuro e melhoria da qualificação. Para incentivar a qualidade de ensino, o governador mandou à Assembléia uma proposta, pela qual aquelas escolas que tiverem média acima da média do Enem os professores vão receber uma gratificação especial, e as que não fazem o Enem, que tiverem média acima de um teste que vamos fazer no Estado, vão receber também a mesma gratificação, que é um incentivo para a melhoria da qualidade do ensino.
JP - Neste pacote também está a eleição para diretor de escola.
LVS - Dentro desta democratização, temos ainda a medida provisória que está na Assembléia, pela qual vamos equiparar a gratificação de função do diretor de ensino fundamental com a do ensino médio. Para nós não existe um mais importante que o outro, o dois têm importância igual, o mesmo significado, o que vamos premiar é a aprendizagem nestas escolas. Esta foi uma idéia desenvolvida por nós e o governador colocou em prática. Já eleição direta era uma pauta sindical de anos, e nós a reconhecemos. Agora vamos discutir como a eleição vai se dar. Neste fórum vamos discutir o assunto, chamando as entidades dos professores, os gestores, para estabelecer parâmetros, as regras.
JP - O que foi feito pelos Faróis da Educação?
LVS - Este governo encontrou 28 faróis, foram construídos mais 47 faróis, alguns já foram entregues. São mais de 20 para entregar agora, uma vez que estamos obtendo o acervo bibliográfico. É um trabalho muito importante que está sendo feito, no sentido de provê-los com os livros adequados. Daqui a uns 15 dias o governador estará entregando à população muitos destes faróis. Temos feito também convênios com as prefeituras para resolver os problemas dos servidores.
JP - Algo mais a acrescentar?
LVS - Quero ressaltar que a dívida social está sendo paga com qualidade de vida e que a educação tem contribuído com a meta mobilizadora de elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) almejada pelo governador, uma vez que estudos comprovam que cada ano de escolaridade representa cerca de 50 reais na renda per capta. Saímos de um índice de analfabetismo da ordem de 28 por cento no Estado, em 2002, para o percentual de 23 por cento entre jovens e adultos, em 2005. Os professores também foram beneficiados, com aumento médio de 65,3%.