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Data de Publicação: 3 de setembro de 2006
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“A velha guerreira”

As pessoas têm se perguntado insistentemente onde estaria a superioridade eleitoral da candidata ao governo Roseana, ex Sarney e ex Murad, apontada pelas suspeitíssimas pesquisas do Ibope e anunciada com retumbância pelos seus meios de comunicação. Quem presenciou algum momento da caminhada que faz a candidata ao interior maranhense pôde constatar a grande distância que há entre o que anuncia o seu complexo de comunicação e o que acontece na realidade. Roseana Sarney, que trocou o brilho da fantasia de Catirina de boi por estampados abadas na crença de que possam aliviar as malvadas marcas dos anos já bem pronunciadas na sua fisionomia, tenta apresentar-se como a grande novidade que não é. Ela é a mesma velha e manjada Roseana Sarney que entregou ao marido Jorginho Murad o comando do Estado, e os danos decorrentes da sua irresponsabilidade são de todos conhecidos. É a mesma velha Roseana das 26.800 notas de 50 reais apreendidas pela Polícia Federal em seu escritório, que se fossem de boa origem estariam no banco. É a Roseana Sarney das estradas que desapareceram em quatro anos e por isso mesmo batizadas de “Estradas Sonrisal” (dissolve-se com a água); e outras que nem chegaram a aparecer, como a Arame-Paulo Ramos. Por isso já não empolga, já não convence. No interior agarra-se com políticos do baixo clero, como suplentes de vereador, ex-prefeitos e outras lideranças de pouca ou nenhuma expressão. Em suas andanças pela Baixada chegou a invadir a cozinha de um político, cuja esposa não se encontrava em casa, onde demagogicamente preparou pessoalmente um café, tudo porque ao descer do seu helicóptero no município recebeu a informação de que o aliado não estaria muito satisfeito com ela.

Na verdade há um grande equivoco na interpretação dos números das pesquisas encomendadas por Roseana Sarney. Não se deve confundir tendência, inclinação, propensão com decisão. O próprio jornal da senadora afirma que “as pessoas, independentemente de suas preferências, acham que ela vence as eleições”. E isso se deve à sua longa exposição na mídia onde é apresentada como uma mercadoria de primeira qualidade. Mas o ritmo frenético da sua campanha, a pressão a que submete os políticos que resistem a apoiá-la são os maiores indicativos de que o que propala o seu comando de campanha não corresponde ao pensamento do grupo Sarney.

Ataques despropositais

O jornal de Roseana Sarney costuma atacar com insistência os profissionais que trabalham para todos os candidatos que não sejam do grupo que devastou o Maranhão nas últimas quatro décadas. Como atirador de aluguel, o colunista do Estado Maior agride uma equipe de profissionais cuja missão é participar do jogo democrático.

No caso específico de Edson Vidigal, os homens da agência Pública vêm realizando um trabalho de excelente nível de prospecção política e produção de áudio e vídeo com poucos recursos. No Maranhão, a doação de campanha contempla o império de herdeiros do poder.

Não existe apelação quando uma mulher maranhense admite que perdeu o filho por falta de comida ou por um tiro na cabeça. A perda da mãe não precisa de adjetivos. O que existe é dor, choque, indignação e drama social. Mas só os cínicos de aluguel poderiam dizer que a miséria do Maranhão é apelativa. Neste Estado de maioria miserável, não pobre; a maioria ganha até dois salários mínimos e mais de 20% da população vive de ajuda ou esmola, sem salários. Isso é fato histórico. Apelar é mentir ‘a população, é emperrar no TCU seis prestações de contas sem esclarecimentos à opinião pública, como acontece com Roseana Murad - de quebra, seus advogados ainda conseguem do TCU certidão negativa de débitos. Isso é apelação, ilusionismo, factóide, roubo de consciência.

A miséria do Estado vem sendo mostrada em todos os programas eleitorais, menos nos de Roseana Sarney, porque a senadora é responsável por boa parte dessa tragédia, como gestora pública e mulher eleita. Ao olhar nos olhos de pais e mães maranhenses, a senadora ( por instinto materno) saberá identificar a dor que é a perda de um filho. Isso é fato.

É direito de qualquer profissional de comunicação demonstrar consternação diante da tragédia de um povo. Este é o caso do Maranhão genocida. O Iraque é também aqui, e o Haiti é logo ali.

Os homens da Pública e outros profissionais de comunicação de campanhas de oposição trabalham conectados com a realidade maranhense tão bem demonstrada nos arquivos do IBGE. Os homens da Pública trabalham conectados com a história e com a realidade. Edson Vidigal tem luz própria, é um democrata disposto a liderar a Revolução do povo maranhense. Não se trata de libertar pura e simplesmente. A tragédia maranhense acobertada pelo jornal de Roseana Sarney só será interrompida pelo voto revolucionário.

Wilson esclarece

O deputado Wilson Carvalho procurou a coluna, ontem, para fazer um esclarecimento sobre as notícias que vêm sendo veiculadas sobre uma suposta cassação da sua candidatura pela Justiça Eleitoral.

Especula-se ainda acerca de um plano “B” em curso, que consistiria em lançar um filho seu candidato. “Quando prefeito de Cururupu” – explicou Carvalho – “não tive contas referentes a exercícios contábeis reprovadas pelo TCE. Apenas um único convênio firmado com a extinta SEHAC, em 1989, cuja prestação de contas foi aprovada e mereceu o referendo da Câmara, por motivos formais ou burocráticos, não recebeu o mesmo tratamento do Tribunal de Contas da União.

É que algumas obras conveniadas, para atender a necessidades sobrevindas foram transferidas dos locais anteriormente determinados no convênio. Venho ao longo desse tempo tentando provar através dos recursos cabíveis a correta aplicação da verba recebida, mostrando com fotos, declarações das comunidades, etc. que as obras foram todas executadas. Não me incluo, portanto, entre os que, só agora, às vésperas das eleições, resolveram contestar decisões de tribunais de contas tomadas com base em irregularidades em outros tempos detectadas.

Quanto à questão da inelegibilidade, recentemente tive deferida a minha candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral. Como o Ministério Publico Eleitoral decidiu recorrer dessa decisão, o Juiz Eleitoral, após apreciar o pleito, poderá encaminhá-lo ao Tribunal Superior Eleitoral a quem caberá julgar. Enquanto isso, a minha campanha segue seu curso normal e as minhas contra-razões serão apresentadas ao TSE, se necessário e não hesitarei em bater às portas do Supremo Tribunal Federal em busca dos meus direitos, se for preciso”, finalizou Wilson Carvalho.

Caminhadas e adesões

O deputado Manoel Ribeiro (PTB) resolveu “cair em campo”. Arregaçou as mangas e foi para as ruas da cidade, promovendo caminhadas que o estão deixando empolgado.

No Anjo da Guarda, quarta-feira, arrastou mais de 350 pessoas, e anteontem, no Bairro de Fátima, subiu esse número para quase mil, conseguindo, cada vez mais, adesões à sua candidatura.

Acordou na hora certa.

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