O candidato do PSDB ao governo do Maranhão, deputado Aderson Lago, indicou ontem, no debate da TV Mirante, o pólo de confecção de Rosário como o projeto mais desastroso, implantando durante o governo de Roseana Sarney. "Não há dúvida de que de todas as graves denúncias do governo dela, a que mais machuca é a fábrica da Kao-I, porque lesou a boa-fé de 3.600 pessoas, tornando-as devedoras de verdadeiras fortunas", comentou.
Usando o tom crítico habitual que o caracterizou como o mais duro crítico do sarneísmo no Maranhão, Aderson disse que o pólo de Rosário foi um equívoco sustentado com o apoio do Estado. "Serviu apenas para que um chinês acobertado pelo senhor Jorge Murad tivesse a oportunidade de vender suas máquinas, deixando a população sofrida, desempregada e desenganada".
Em continuidade às críticas á ex-governadora, Aderson lembrou que durante o governo Roseana a saúde foi tratada a pão e água. Nessa época, segundo ele, o Estado destinava ao setor apenas 0,5% do seu orçamento. "Na verdade, a quase totalidade dos recursos para a saúde vinham de rubrica federal, eram provenientes do SUS - Sistema Único de Saúde. O enfoque era puramente curativo. Não havia nenhuma orientação de saúde preventiva".
Ao falar sobre suas propostas de governo, Aderson reafirmou o seu compromisso de promover um combate sem tréguas ao analfabetismo. "Para tanto, pretende envolver os jovens nessa verdadeira cruzada em favor do conhecimento". O tucano prometeu ainda criar escolas profissionalizantes rurais, voltadas para a realidade do campo; e lembrou a sua decisão de ajustar o calendário escolar rural ao ciclo da agricultura, como forma de combater a repetência e a evasão em sala de aula.