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NacionalCresce o setor de venda direta no Brasil

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27 de setembro de 2006
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Venda porta-a-porta complementa renda das famílias brasileiras

A cada ano, a venda direta se torna uma opção de renda para os brasileiros. Só em 2005, 1,5 milhão de revendedoras comercializou em todo o país, 1,1 bilhão de produtos, entre perfumaria, cosméticos, itens de higiene, suplementos nutricionais, entre outros. A Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD) divulgou recentemente o balanço referente ao 1º semestre de 2006, revelando que o setor "porta-a-porta" teve um crescimento significativo. De janeiro a junho de 2006, o segmento movimentou 6,4 bilhões. Um incremento de 16% em comparação ao mesmo período de 2005.

Segundo dados da Natura, empresa líder no setor de cosméticos, o número de consultoras de vendas diretas cresceu 37,7% no ano passado. Até 2005, são 519 mil consultoras no Brasil, na Argentina, no Chile e no Peru. O total de recursos gerados para as consultoras alcançou R$ 1,3 milhão em 2005.

Uma das fórmulas do sucesso nesse tipo de vendas é a maneira fácil de se relacionar. E nesse aspecto, o brasileiro é experiente. "O Brasil é um país culturalmente relacional, por isso o sucesso desse modelo de venda, que adiciona um valor ao ato da compra que o varejo tradicional ou a franquia não oferecem: a consultoria de beleza", considerou Rodolfo Gutilla, presidente da Associação Brasileira de Venda Direta.

Maria de Lourdes Carvalho tem mais de 40 anos de idade, e há 10 anos trabalha vendendo Natura, sendo essa a principal fonte de renda de sua família. A consultora já esteve em 1º lugar no setor dela e comemorou o fato de ter conseguido comprar um carro com o dinheiro das vendas. "A venda direta é a minha principal fonte de renda, pois através dela consegui conquistar tudo o que tenho", declara a consultora. Mensalmente, ela consegue um rendimento de R$ 4 mil e possui clientes fixos, que visita diariamente.

De acordo com a ABEVD, as vendas diretas cresceram acima de outros setores da economia, como, por exemplo, o de varejo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média acumulada do crescimento do varejo de janeiro a maio de 2006, em comparação ao ano passado, foi de 6% (os dados de junho ainda não foram divulgados pelo órgão). E a receita nominal desse segmento no mesmo período foi de 8%.

O presidente da ABEVD ressalta que houve crescimento no canal de vendas. "Comparando-se o número de revendedores ativos no País, do período de janeiro a junho de 2006 ao do 1º semestre de 2005, percebemos alta de 2,2%. Hoje, esse contingente supera o 1,5 milhão de pessoas, o equivalente à população de Curitiba, capital do Paraná", conta Guttilla.

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