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EditorialMais um atentado do 'O Estado do Maranhão'

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27 de setembro de 2006
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O jornal O Estado do Maranhão cometeu, ontem, mais um atentado contra a ética jornalística, tentando enganar seus leitores para defender interesses inconfessáveis de Roseana Sarney, dublê de dona de jornal e candidata. Ao tentar atacar a credibilidade da Constat Consultores Estatísticos – autora da pesquisa eleitoral divulgada ontem -, por trazer más notícias à filha temperamental da oligarquia, o jornal escalou um jornalista para telefonar para o instituto, fazendo-se passar por representante do Tribunal Regional Eleitoral.

Escondido como um marginal, o “profissional” indagou pelo endereço e pela experiência da empresa. Poderia ter tido menos trabalho se tivesse entrevistado a dona da VCR, Vanda Torres, produtora do programa de Roseana Sarney e cliente da Constat. Ou poderia ter ligado para a Cia Vale do Rio Doce, que mantém estreito relacionamento com a família Sarney, para saber referências do instituto, seu fornecedor.

Em lugar disso, os “profissionais” do jornal, de forma sorrateira, foram até o endereço e fotografaram a fachada da sede da Constat, que está em reforma. Poderiam ter batido campainha e fotografado as instalações e os funcionários trabalhando. Mas não, preferiram fazer seus leitores acreditarem que a casa estava abandonada e que o instituto havia informado endereço fantasma. Mais: mentiram que sua sede era em São José de Ribamar.

Igualmente de forma criminosa, o jornal inventou que o contrato social da Constat, à disposição do TRE, é de 2004. Omitiu dos seus leitores que o documento citado é uma alteração do contrato social e que sua fundação data de 1998.

Mas, como a era da impunidade no Maranhão caminha para o ocaso, o jornal de tão triste tradição terá que responder por seus atos perante a Justiça. O diretor da Constat, Sílvio Aragão, está tomando as providências para entrar com ação por danos morais contra o matutino. E, algum dia, alguns dos “profissionais” (assim mesmo entre aspas) que lá trabalham, conhecidos de todos em São Luís, enfrentarão julgamento mais severo ainda – o do mercado, que não perdoa os medíocres e desonestos. Ou dublês de jornalistas e bajuladores. Portanto, rapazes, tratem de não perder o emprego.

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