POR JOSÉ LINHARES JR.
Cerca de 50 professores da rede municipal de ensino pararam o trânsito ontem, 25, no sentido São Francisco/Beira-Mar. Com o intuito de atrair mais professores para a greve e chamar a atenção da opinião pública para o problema, os grevistas seguiram em cortejo até a praça Pedro II, onde fizeram uma pequena manifestação.
Greve - Apesar da manifestação de ontem, o movimento grevista dos professores ainda não conta com 100% de adesão. Entre as pautas de reivindicações estão: a revisão do Estatuto do Magistério, eleição direta para diretor de escola, melhoria do percentual concedido a titulação, progressão vertical, fim das escolas em formato de anexos e fim da formação continuada aos sábados. O vice-presidente do Sindicato dos Profissionais do Magistério Público de São Luís (Sindieducação), Leonel Torres, afirmou que a greve só terminará se toda a pauta for aceita. "Não vamos nos acovardar, e só daremos fim ao movimento quando a Prefeitura ceder", disse. Os grevistas informaram que no decorrer da semana as escolas que ainda não aderiram à greve serão visitadas. "Devemos mostrar para os nossos companheiros de serviço que a greve é um direito que nos é devido", disse Leonel Torres.
A rede municipal de ensino conta com cerca de 5000 professores. De acordo com informações do comando de greve, estima-se que cerca de 50% aderiu ao movimento.
Transtorno - Mesmo em número pequeno, os professores conseguiram causar um grande congestionamento no São Francisco. Motoristas e passageiros de transporte coletivo reclamaram muito da ação. "Vou chegar atrasado ao serviço por causa de uma greve que ainda está no 4º dia e, ainda por cima, não conta com a participação de todos. É mole?", ironizou a vendedora Mailda Freitas. O motorista João Francisco desconfiou da manifestação. "Acho que todo tipo de coisa desta natureza, em vésperas de eleição, é suspeita. Fica a impressão de que querem apenas tumultuar".