Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,322
Edição 21,322

Colunas
Aquiles Emir - CONVERSA FRANCA
Coluna do Othelino
Caxias em Off
Informe JP

Coluna do Othelino

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 24 de setembro de 2006
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

ROSEANA E O PRINCÍPIO DA MORALIDADE

O Tribunal Regional Eleitoral, no Rio de Janeiro, está considerando inelegíveis candidatos que respondem a processos por práticas de corrupção. Para alguns juristas, a medida do TRE carioca contraria dispositivo constitucional pelo qual qualquer pessoa só pode ser considerada culpada de um crime depois que a sentença transitar em julgado. Mas, os juízes eleitorais do Rio invocam o princípio da moralidade para a decisão adotada e estão tendo a solidariedade de outros juristas e da população, cansados de ver corruptos concorrendo a cargos eletivos e até mesmo sendo eleitos, por conta da desinformação de grande parte do eleitorado.

O princípio da moralidade, sustentado pelos juízes do TRE carioca, se aplicado em todo o país, evitaria a multiplicação de políticos do tipo Paulo Maluf, contra o qual há claras evidências de malversação do dinheiro público, mas sempre está se apresentando como candidato a qualquer coisa, porque conta com bons advogados que, de recurso em recurso, vão postergando uma decisão judicial. Aqui no Maranhão, se aplicado o princípio da moralidade, a Sra. Roseana Sarney a essas alturas, ao invés de candidata ao governo do Estado, estaria lutando para explicar negócios nebulosos.

Vamos lembrar alguns episódios que a sinhá moça “desmemoriada”, mas odienta, teima em ignorar, embora não sendo assim tão fácil de esquecer. A Brasil Conecta, do banqueiro falido Edemar Cid Ferreira, promoveu aqui no Maranhão a mostra Brasil 500 anos, sobre a descoberta do País. Roseana disse, na época, que não custaria nada aos cofres do Estado, mas, por baixo dos panos, pagou R$ 4 milhões. Logo depois ela andava com um cartão de crédito internacional ilimitado, como dependente do banqueiro. Há 30 anos, a família Sarney tem ligações com Edemar, que foi padrinho de casamento de Roseana e Jorginho.

Na atual campanha política, Roseana, com a maior desfaçatez, em programas de rádio e TV, proclama alto e a bom som (em explícito crime eleitoral) que vai ajudar o pessoal do pólo de confecções de Rosário a saldar a dívida que ela e o marido contraíram, solertemente, em nome dos pobres associados das cooperativas – compreendam-se ratoeiras. Mas ela não diz que o orçamento do pólo era de US$ 84 milhões, dos quais foram liberados mais de US$ 50 milhões, porém pouco menos de US$ 10 milhões chegaram a Rosário. E o que foi feito do resto, o gato comeu?

Esses recursos, do Banco Mundial, foram repassados ao Estado a fundo perdido e incorporados à dívida externa da União. Parte do dinheiro, segundo agora se sabe, teria sido desviado para o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor, o que se constitui numa fraude porque as associações de trabalhadores, formadas a toque de caixa, se destinavam a participar de um empreendimento em área urbana. Hoje, milhares de pessoas pobres e desempregadas estão com débitos em bancos (impagáveis), por conta da irresponsabilidade de Roseana e Jorginho, seu marido/sócio.

Mas, se o Maranhão vai mal, a família Sarney está entre uma das mais ricas do Brasil. Ao longo destes 40 anos de opressão, os Sarney acumularam uma fortuna avaliada, por baixo, em cerca de R$ 150 milhões. São cinco emissoras de TV, 14 rádios, um jornal e vários jornalecos-satélites, diversas mansões, uma ilha e sociedade em numerosas empresas. Quando governadora, Roseana mandou construir mais uma mansão na ilha de Curupu. A construção do imóvel despertou suspeitas, porque ninguém podia se aproximar e muito menos fotografá-lo. A proibição, estranhamente, persiste até hoje

Se a decisão do TRE carioca se estendesse ao resto do país, a candidatura de Roseana estaria ameaçada. Como atender ao princípio universal da moralidade diante de tantas acusações de má aplicação do dinheiro do contribuinte?

Jornalista Othelino

Curiosamente, por outra incrível coincidência, haverá se encontrado com meu irmão, na praia do Araçagi. Pasme! Alguma força incompreensível e que nos escapa, remete-me a assuntos importantes de minha cidade natal, com a qual só mantenho (ou mantinha) laços muitos tênues em dias atuais. Meu único irmão  e eu somos amigos, unidos, cultivamos valores familiares sólidos e temos o maior apreço pela feliz infância/juventude vividas em São Luís, apesar de sermos temperamentos antípodas. Ele, que está passando férias prolongadas em São Luís, costuma telefonar-me aos domingos, comentar os fatos e - malvado!! - me deixar com água na boca, descrevendo os quitutes regionais degustados etc.

Veja pois, como acontecem as coisas!

E assim, devido a essa influência afetiva tão poderosa lá me encontro lendo o Jornal Pequeno e conseqüentemente sua coluna. Bem, não dá mesmo para ignorar o que se desenrola na Taba Timbira e, de laços tão fortes, armados pelo destino, não há como escapar. Assim, engajo-me na torcida pela vitória da oposição, a qual pertencem o meu querido mano e os que se opõem tenazmente à “dinastia” do Calhau.

E, se a força de um bom pensamento valer, vamos em frente, afinal, como reza nosso Hino: “Entre os rumores das selvas seculares, ouviu-se um dia no espaço azul vibrando....” “Maranhão, Maranhão, berço de heróis, por divisa tens a glória, por lume nossos avós....” Quem sabe, não haverá soado a hora da virada?

Saudações, Magdala Domingues da Silva Costa – Rio de Janeiro-RJ.

Como não tive tempo para verificar as correspondências eletrônicas durante dois dias, liguei rapidamente o computador, antes de um compromisso inadiável, para passar a vista nos e-mails. Estava mesmo ansioso por uma manifestação sua. Recebi duas e a alegria foi redobrada. Não sei como expressar, integralmente, os  sentimentos que nos envolveram – a mim e ao Othelino Neto – ao conhecer o seu irmão, na nossa bela praia do Araçagy. Homero dissertou fatos marcantes da sua juventude, antes e depois de ir estudar no Rio de Janeiro, relacionados com a vida, a luta e a morte (episódios da “Odisséia”) de Othelino Nova Alves – pai e avô dos seus novos amigos. Cenas fortes, narradas com um realismo impressionante, como se houvessem ocorrido recentemente. Momentos breves, mas fortíssimo em emoção! Não poderíamos imaginar que aquele engenheiro conterrâneo – em passeio na sua terra amada – seria seu mano. Porém, os dois contatos, por e-mail e de corpo presentes, tratando dos mesmos aspectos da história de vida de um jornalista tantas vezes violentado, culminando com o seu assassinato na praça pública da cidade que tanto amava, confundiram o nosso espírito como se fosse uma só narrativa. Foi inevitável não relacionar as duas experiências inesquecíveis.

Sentindo que seu irmão e você também alimentam as mesmas esperanças, entusiasmamo-nos com a certeza de que elas fortalecem a luta memorável pela independência definitiva do Maranhão do jugo de tiranos desalmados que, há quatro décadas, saqueiam despudoradamente o Estado, oprimem e espoliam a sua gente.

Ressalte-se que Othelino Neto deixou de dividir comigo a coluna veiculada às quintas-feiras e domingos, no Jornal Pequeno, apenas em função da sua candidatura a deputado estadual. Portanto, estamos de corpo e alma engajados na luta libertária. Sentimo-nos, com efeito, lisonjeados com as suas generosas palavras e ainda mais determinados a combater o bom combate. Quanto à usurpação do Convento das Mercês, pelo egocêntrico e voraz oligarca-mor (coronel Sarney), sobre a qual pede detalhes, lhe enviarei alguns artigos abordando o tema. Com gratidão e estima sinceras.

Othelino (othelinofilho@yahoo.com.br).

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br