Caxias em OffJotônio Vianna
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Elementar demais
Passado o susto da derrocada do 'Caxias Fest', os governistas já olham a decisão do juiz Paulo Afonso de outro ângulo. E, fazendo as contas, o efeito político se revela positivo para o Palácio da Cidade. Analistas mais argutos também pensam assim, pois quem perdeu na história foram os adversários de Humberto Coutinho, principalmente o capo Paulo Marinho.
Parece esquisito, mas não é. Por via transversa, ao fim do episódio, o magistrado caxiense acabou servindo involuntariamente de 'operador' da estratégia palaciana para alavancar as candidaturas que lhe são simpáticas nesta reta final de campanha. Os mais imaginativos deduzem inclusive que a própria confissão do proprietário da gráfica, a respeito da confecção dos panfletos-santinhos, foi uma coisa de caso pensado. Um desembargador aposentado acha que "o elementar foi elementar demais para ser ingênuo"... Neste caso, se assim fosse, o QG marinhiano também caiu feito um patinho. Mais ainda o deslumbrado radialista que virou porta-voz do clã de ex-governantes, que fez um estardalhaço danado, ameaçou ficar nu, anunciando antecipadamente o cancelamento do festival. Tanto assim que é inútil o esforço que hoje faz o Sistema Veneza de Comunicação para tentar anular o 'mal-entendido' sobre quem é o responsável pelo prejuízo de milhares de barraqueiros, comerciantes, hoteleiros, patrocinadores e compradores de camarote (cada um custou R$ 5.000,00). Ou ainda quem é o responsável pela ira de milhares de 'foliões' que vieram de cidades do Maranhão e de outros estados para se esbaldar na festa. O esforço para convencer a opinião pública é quase patético. Patético, porque a massa popular já escolheu o responsável pelo cancelamento do evento, embora este continue gritando que o verdadeiro responsável é o prefeito.
Lições na política há aos montes todos os dias. E as situações criadas pelo labor partidário podem até se assemelhar, mas nunca são identicamente iguais. Por isso é a política uma arte instigante e surpreendente. E tão óbvia é a sua complexidade que pecam feio aqueles que acham que sabem tudo... São eles os arrogantes, que não aprendem nem com os próprios erros.
Maldição
Um exemplo da maldição que se jogou em Paulo Marinho: subia um barraqueiro a ladeira de um dos lados do Morro do Alecrim. Cansado, ofegante, o homem de meia-idade tremia de raiva ao cuspir as palavras contra quem acredita que lhe impediu de ganhar uns trocados no Parque da Cidade: "Se aquele deputado filho da mãe aparecesse na minha frente eu enfiava ele nesse espeto!" - e apontou para as varetas de churrasquinho...
Churrasquinho
...Não entende o pobre homem que para seus estragados churrasquinhos concorreram o afã eleitoral e o golpe fatal da espada da Justiça... Mas vá dizer isso a ele que ele lhe espeta o churrasquinho!
Da vida
...Coisas da vida!
Doida
Com a briga feia no meio do mundo, policiais rumando em direção ao Parque da Cidade para cumprir a ordem de Paulo Afonso e o Palácio da Cidade em polvorosa, eis que uma 'coordenadora' ainda se preocupava no local da festa com pelo menos uns vinte carros adesivados de propaganda governista... È 'doida'!
Direito de ir e vir
A Polícia também extrapolou. Pirotecnizados, oficiais de Justiça e PM impediram pessoas que moram atrás do Parque da Cidade de atravessar a área em direção às suas casas. Muita discussão, bate-boca e ameaças de prisão.
Poeta
Já estão chamando o juiz Paulo Afonso de o 'Poeta Antifestival'... Seu arrazoado para justificar o cancelamento da festa é um primor de 'viagem' poética... Metáforas inusitadas num despacho jurisdicional...
Alma penada
...Cite-se: "... Toda alma, porém, reside num corpo e o corpo da propaganda eleitoral é a lei - princípio da legalidade - e dela a alma não deve se desgarrar sob pena de virar no campo fantasioso da imaginação uma alma penada"... Foi fundo.
Alhos e bugalhos
Sobre a nota 'Alhos e bugalhos', da coluna do dia 22 passado, o vereador Stephano Queiroz diz que tem consciência da diferença entre dinheiro de convênios e dinheiro do Fundef: "Na verdade, nobre jornalista, apenas citei as obras que estão sendo feitas pelo prefeito Humberto Coutinho para contestar a afirmação do secretário de Fazenda de que a Prefeitura está quebrada e que, portanto, o governo não pode dar um aumento de salário maior do que o que oferece aos professores".
Sabido
Sabidamente, o presidente da Câmara, Ironaldo Alencar, nega que já esteja reeleito para o terceiro comando da Mesa Diretora da Casa... Ele sabe que propaganda demais sobre a sua reconhecida vitória pode irritar ainda mais os seus adversários 'menores'.
Vestiram
E os Gentil?!... Fábio e o pai Zé vestiram mesmo a camisa palaciana e caíram em campo para eleger os candidatos do 'Grandão'... Também pudera!
Constrangimento
O vice-prefeito Zé Washington causou mal-estar num comício em Parnarama, onde estavam no palanque o prefeito Raimundinho Silveira, Arnaldo Melo e Carlos Brandão. Disse Zé aos gritos: "... Eu não voto em Arnaldo Melo. Eu voto é em Cleide Coutinho..."... Silêncio constrangedor.
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