Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,321
Edição 21,321

Vidigal leva 17 mil pessoas às ruas de Pastos Bons e Miranda do Norte
Aderson move representação na OAB contra advogado de Roseana
Caravana da Frente é recebida com alegria e esperança por onde passa
Justiça eleitoral retira do ar programa de Jairzinho
Heloísa Helena diz que dinheiro de paraísos fiscais paga dívidas de Lula
Ameaçado de cassação, governador aliado de Sarney desafia a Justiça
Lula já admite possibilidade de disputar 2º turno
Justiça barrou pesquisa suspeita encomendada por Sarney no Amapá

Lula já admite possibilidade de disputar 2º turno

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 23 de setembro de 2006
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que a eleição pode ser definida apenas no segundo turno. Antes da crise deflagrada pela tentativa de compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra por integrantes do PT, os petistas diziam que a eleição seria definida já no dia 1º de outubro, ou seja, num único turno. “Se não der no primeiro e tiver segundo turno, não tem problema. Mas que vamos ganhar, isso tenho certeza”, disse Lula num encontro com 300 prefeitos ontem.

O ministro de Relações Institucionais , Tarso Genro, disse que a oposição quer “melar o processo eleitoral e gerar instabilidade política” ao explorar a compra do dossiê antitucano por membros do PT.

Ele conclamou os prefeitos a não permitirem “que os resultados das urnas sejam fraudados pela manipulação da informação unilateral e de forma absolutamente arbitrária”.

Tarso afirmou que desde o início da campanha sabia que esses seriam os dias mais “difíceis e problemáticos”.

Ele voltou a alfinetar a oposição e disse que “os debaixo ousaram levantaram suas cabeças” e que o governo vem sendo atacado de “todas as formas [pela oposição] numa tentativa de impedir a vitória de Lula”.

O encontro com os prefeitos acabou virando um ato de apoio a Lula no episódio do dossiê. Por mais de duas horas, prefeitos das cinco regiões brasileiras se revezaram fazendo discursos favoráveis à reeleição do presidente e mantendo o argumento de que o episódio do dossiê é uma manobra da oposição para impedir a vitória de Lula.

Em um ato político com cerca de 300 prefeitos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, considerou “deplorável” a negociação de membros do PT para a compra de um dossiê contra políticos tucanos. Segundo Lula, os envolvidos na compra do material “são tão bandidos quanto quem queria vender”.

O caso – A 15 dias das eleições, a Polícia Federal apreendeu vídeo, DVD e fotos que mostram o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, na entrega de ambulâncias da máfia dos sanguessugas. O material contra Serra seria entregue pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, chefe dos sanguessugas e sócio da Planam, a Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal, e Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso.

Gedimar e Valdebran foram presos, em São Paulo, com R$ 1,7 milhão. Eles estavam no hotel Ibis, e aguardavam por um emissário do empresário, que levaria o dossiê contra o tucano. O PT nega que o dinheiro seja do partido.

O emissário seria o tio do empresário, Paulo Roberto Dalcol Trevisan. A pedido de Vedoin, o tio entregaria em São Paulo o documento a Valdebran e Gedimar. Os quatro envolvidos foram presos pela Polícia Federal.

Em depoimento à PF, Gedimar disse que foi “contratado pela Executiva Nacional do PT” para negociar com a família Vedoin a compra de um dossiê contra os tucanos, e que do pacote fazia parte entrevista acusando Serra de envolvimento na máfia.

Ele disse ainda que seu contato no PT era alguém de nome “Froud ou Freud”. Após a denúncia, o assessor pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy, pediu afastamento do cargo. Ele nega as acusações.

Após o episódio, outros nomes ligados ao PT começaram a ser relacionados ao dossiê. Esse é o caso do ex-coordenador da campanha à reeleição de Lula, Ricardo Berzoini, presidente do PT. Seu ex-secretário no Ministério do Trabalho Oswaldo Bargas (coordenador de programa de governo da campanha) e Jorge Lorenzetti —analista de mídia e risco do PT e churrasqueiro do presidente— procuraram a revista “Época” para oferecer o dossiê.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br