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Justiça barrou pesquisa suspeita encomendada por Sarney no Amapá

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Data de Publicação: 23 de setembro de 2006
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GPP com números comprometidos

A GPP, empresa que a coligação de Sarney, no Amapá, recorreu para “engordar” a intenção de votos que o senador vem perdendo para a candidata Cristina Almeida, tem sede no Rio de Janeiro. Pelo Ibope, a diferença, há dez dias, só era de 7 pontos percentuais de Sarney sobre Cristina – ela que começou com 6 pontos e Sarney tinha mais de 60 por cento. Mas, poucos dias depois, a GPP ‘encontrou’ vinte pontos percentuais de vantagem, conforme divulgou o Jornal O Estado do Maranhão, esta semana.

O desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos, juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá, já havia concedido, no dia 17 de agosto último, liminar suspendendo uma pesquisa eleitoral realizada pela GPP — Planejamento e Pesquisa Ltda.

A referida pesquisa teria sido encomendada por um jornal local e seria publicado dia 19. A ação contra a publicação da pesquisa foi impetrada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A assessoria jurídica do partido alega que a GPP, no plano de amostra, deixou de informar o grau de instrução e nível econômico dos entrevistados; o número de registro da empresa responsável pela pesquisa no Conselho Regional de Estatística; o fato de a entrevista apresentar perguntas tendenciosas que favoreciam o candidato Waldez Góes (PDT).

Ainda de acordo com a assessoria jurídica do PSB do Amapá, a GPP procurou ouvir o eleitorado sobre a intenção de voto para presidente da República na mesma pesquisa. A autorização para pesquisa referente à disputa do cargo de presidente é de competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na decisão, o desembargador afirma que o pedido de registro deve estar exatamente nos termos da lei:

A intenção do grupo Sarney, divulgando essa pesquisa, é fazer com que a situação com plicada de Sarney no Amapá não abale o moral da campanha da filha, Roseana Sarney Murad, candidata ao Governo do Maranhão.

Em 2003 e 2004 a GPP prestou serviços para o governo Valdez Góes, candidato à reeleição, realizando pesquisa de opinião pública em todo o Estado, portanto, já era velha prestadora de serviços ao grupo do que apóia Sarney no Amapá.

De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Estado do Amapá (Siafem), a Secretaria de Estado da Comunicação teria pago a importância de R$ 160 mil em 2003 e R$ 116.600,00 em 2004 à GPP. Os valores empenhados totalizam R$ 276.600,00.

O que a oligarquia tentou passar ao Maranhão é que a GPP era um empresa top de linha que teria ido ao Amapá para arbitrar os números da campanha relacionadas com intenção de voto. Pelo histórico da empresa em sua relação com o Governo do Estado, pode estar aí mais uma tentativa de enganar os eleitores de lá. E os daqui...

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