De acordo com o estudo “Trabalho Escravo no Brasil do Século 21”, a pecuária é a uma das principais atividades que utilizam trabalho escravo no Brasil, para tarefas como derrubada da mata para abertura ou ampliação da pastagem, ou o chamado “roço da juquira” – retirada dos arbustos, ervas daninas e outras plantas indesejáveis.
Para o roço, utiliza-se, além da poda manual, a aplicação de veneno.
Não são fornecidos aos trabalhadores equipamentos de segurança, como máscaras, óculos, luvas e roupas especiais.
A pele dos trabalhadores, ao final de algumas semanas, está carcomida pelos produtos químicos, com cicatrizes que não curam. Sem contar as tonturas, enjôos e outros sintomas de intoxicação.
Mutilações também são freqüentes nas tarefas de derrubada e roçado. Um fiscal do Ministério do Trabalho contou: “Sempre que vejo um trabalhador cego ou mutilado, pergunto quanto o patrão lhe pagou pelo dano. E eles têm me respondido assim: ‘Um olho perdido, R$ 60; uma mão, R$ 100’”.