POR AURELIO CARVALHO
TURISMO SEXUAL
Combater a exploração de crianças e adolescentes. Este foi o tema do seminário que ocorreu ontem, 21, auditório do Sebrae/Jaracati e que teve como palestrante Ariádne Bittencourt, da Universidade de Brasília (UNB). Estiveram presentes no evento, representantes de agências de turismo, associações de classe, sindicatos de guia, delegados, pessoas ligadas aos meios de hospedagem, taxistas e ONGs.
Cerca de 70 pessoas compareceram à palestra e receberam orientações de como combater a exploração de crianças e adolescentes. De acordo com Ariadne, as denúncias para este tipo de crime devem ser feitas à Delegacia Especial do Turismo, Secretaria de Turismo do Estado e por meio do Disk Denúncia Nacional, cujo slogan é Disque 100 e Denuncie.
Segundo Edson Duarte, assessor de planejamento e desenvolvimento turístico da Secretaria de Turismo do Maranhão, as cidades com maiores índices de exploração a crianças e adolescentes são Recife, Fortaleza e Natal. "No Maranhão ainda não existem dados para este tipo de crime. O perfil do turista que vem ao Estado não é de quem procura aventura sexual, mas de quem vem em busca de conhecer a cultura local e suas belezas naturais", disse.
Apesar do bom desempenho do Maranhão, as ações de prevenção no Estado continuam. Na próxima segunda-feira, 25, será a vez de Barreirinhas sediar o seminário contra exploração sexual de crianças e adolescentes. "O objetivo do seminário é aproveitar todos os segmentos turísticos para coibir esses crimes. Por isso que estamos agindo em todo o Brasil, principalmente nas cidades turísticas", explicou Ariádne Bittencourt.
Durante a palestra, Ariádne falou ainda, sobre o que dizem o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre o crime de exploração, e alertou os participantes sobre a importância da conscientização. "Precisamos fazer com que as empresas adotem campanhas eficientes, fazendo com que os bares, boates, hotéis e outros estabelecimentos exijam identificação da criança ou do adolescente, comprovando que elas possuem algum grau de parentesco com o acompanhante maior de idade".