O PPS informou ontem que convocou seus militantes e os candidatos da legenda contra a suposta participação do PT e do governo Luiz Inácio Lula da Silva no chamado “escândalo do dossiê”. A legenda, no entanto, não marcou e ainda não prevê agendar manifestações públicas em torno da convocação.
O partido enviou mensagens eletrônicas para alguns militantes e os diretórios estaduais com um texto assinado pelo presidente, o deputado federal Roberto Freire.
Na carta, Freire afirma: “nossos candidatos podem e devem utilizar o tempo de rádio e televisão de que dispõem para se pronunciar a respeito do episódio que demonstra a insistência do atual governo e de seu partido em utilizar métodos fraudulentos, obscuros e ilícitos para se manter no poder”. O PPS afirma ter 401.589 filiados.
Anteontem, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) publicou um nota oficial em que qualifica como “escandalosa” a suposta parcialidade com que estão sendo tratados os fatos relacionados ao dossiê contra o ex-ministro José Serra.
E ontem, um grupo de 55 movimentos sociais lançou um manifesto para denunciar o que classificam de tentativa dos “perdedores” de “melar a eleição de Lula”.
A própria central sindical é a primeira na lista de assinaturas, seguida por entidades como UNE e Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).