POR OSWALDO VIVIANI
TRISTE FIGURA
O deputado estadual roseanista Antonio Pereira (PFL), candidato à reeleição, ajudou ontem os eleitores maranhenses a entenderem o motivo pelo qual os representantes da oligarquia que disputam os votos da população fogem como o diabo da cruz de debates. Pereira participou de um na TV Difusora Sul (retransmissora do SBT na região tocantina), reunindo seis candidatos, e foi “demolido” pelos adversários.
Sem ter o que exibir como realizações de seu primeiro mandato na Assembléia Legislativa, o roseanista se limitou a elogiar sua patroa – “Ela fez um grande trabalho na Educação do Estado”, disse, provocando risos nos adversários – e a criticar o governo José Reinaldo, para variar.
Também tentou desqualificar seus concorrentes a uma vaga na AL:
“O candidato Edmilson é inteligente, mas muito teórico. Nós, sim, conhecemos a prática”, afirmou, falando sobre si próprio irritantemente na primeira pessoa do plural e dirigindo-se a Edmilson Sanches (PSB). Recebeu o troco na lata: “É preferível ser um teórico do bem a um prático do mal”, ensinou-lhe Sanches.
Culto à personalidade – Antonio Pereira também se deu mal quando, ao responder a um questionamento de Juarez Inácio (PCB), reduziu suas realizações na área da saúde na região tocantina a uma fundação – que, como ensina o método sarneísta do culto à personalidade, leva o seu nome: Fundação Antonio Pereira.
Ainda com o tema saúde sendo debatido, o roseanista manteve-se estrategicamente mudo quando a candidata do PDT, Mara La Rocque, mencionou que Roseana Sarney Murad, apesar de ter enfrentado um câncer, jamais olhou para os pacientes que sofriam com esse mesmo problema na região tocantina. “Precisou ser articulada uma parceria do atual governo estadual com uma instituição particular, o Hospital São Rafael, para que Imperatriz e região tivessem finalmente um Centro de Oncologia”, afirmou Mara.
A “luta” que Antonio Pereira prometeu travar pela implantação de uma universidade federal em Imperatriz também foi questionada, uma vez que Pereira entende que “federal” é sinônimo de “alto nível”.
“O problema não está em ser federal ou estadual. Existem universidades estaduais ótimas, como a USP paulista”, lembrou Siney Ferraz, do PSOL.
Desintegrado pelos adversários, restou ao insosso roseanista criar caso no final do debate, querendo “mandar” no programa, ao tentar fazer o jornalista Demerval Moreno (coordenador do debate) deixá-lo falar por último nas considerações finais. Demerval não aceitou e Antonio Pereira, pateticamente, teve de acatar.