A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual do Maranhão (Situema) declarou, ontem, que seus associados estão em greve por tempo indeterminado, caso a administração superior da Uema não assine um “acordo de trabalho” previamente redigido pelo movimento e entregue ao reitor José Augusto Silva Oliveira. Feito isso, membros do sindicato interditaram a entrada do campus universitário e retiraram de seus locais de trabalho quaisquer servidores que insistiam em permanecer cumprindo expediente.
As cláusulas do “acordo de trabalho” propostas pelo Situema são de dar inveja aos ditadores mais conhecidos da história da Humanidade, já que não falam de discussão e sim tentam impor o pensamento da diretoria do presidente do sindicato, Válber Thomé Pinheiro Gomes, após reunir-se com boa parte do quadro de associados.
Ontem, o reitor José Augusto Oliveira disse que não se exime do diálogo, mas pensa em pedir à Justiça do Trabalho que decrete a ilegalidade do movimento.
O Situema exige da direção superior da Uema, entre outros mimos, retomada do processo de negociação do Plano de Cargos e Salários dos servidores técnicos e administrativos; obter uma relação de cargos comissionados e funções gratificadas, com o nome de seus respectivos ocupantes; que tais cargos sejam ocupados exclusivamente por servidores dos quadros da universidade; cem por cento de gratificação a todos os servidores, a título de serviços extraordinários, a partir de 1 de janeiro de 2007; mais uma gratificação suplementar de 100 por cento em folha complementar até a aprovação do plano de cargos; retirada do Juizado Especial de Pequenas Causas das dependências da Uema; ampliação do número de servidores que ganham insalubridade, no máximo até 30 dias; além de estabelecer multa de 1 mil reais por dia, caso a Uema não cumpra o ‘acordo’ proposto.
Na Uema, pela natureza do movimento e a forma como foi deflagrado, há quem aposte numa ação política deliberada, com fins eleitorais, o que leva a crer que há ingerência de um deputado estadual que sempre andou por lá, de pires na mão.