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SEBASTIÃO NERY

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Data de Publicação: 20 de setembro de 2006
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OS SAPATOS DE FREUD

Fortaleza - Francisco Studart, cearense, parente de avenida, deputado do MDB do Rio, era amigo de Armando Falcão, ministro da Justiça de Geisel. Ia à Argentina, perguntou-lhe se queria alguma coisa de lá.

- Me traz um sapato. Um bom par de sapatos numero 40. Qualquer cor. Menos branco, que não sou baiano, nem vermelho, por motivos óbvios.

Studart foi, voltou, pegou a caixa de sapatos, sábado à tarde, e seguiu para a península dos Ministérios, Lago Sul, em Brasília, onde Falcão tinha transformado sua casa em um bunker. Foi chegando, dois guardas de metralhadora em punho saltaram na frente:

- Pare, apague os faróis, acenda as luzes, largue o volante e mãos ao alto.

- Mas, o que é isso? Sou o deputado Studart, amigo do ministro. Estou trazendo uma caixa de sapatos para ele, da Argentina.

- Então saia do carro, mãos ao alto, volte, sempre de frente, apanhe a caixa, ponha no chão e abra. Depois, meta a mão dentro e tire os sapatos.

A essa altura já era uma dúzia de guardas, todos com metralhadora. Studart obedeceu, fez tudo, eles pegaram os sapatos e levaram para dentro.

O Freud, segurança de Lula e dona Marisa, diz que não mandou entregar dinheiro nenhum no hotel Íbis. Devem ter sido sapatos para Vedoin.

FUNDOS

Aos abraços e beijos, Lula, Palocci e Meirelles anteciparam o pagamento dos US$ 15 bilhões que o Brasil devia ao FMI, iriam vencer em 2008 e pagavam juros mais baixos do que os que o país paga pelo R$ 1,050 trilhão da divida interna. Alegaram que era para "fortalecer a imagem do Brasil no FMI e nos organismos financeiros e comerciais internacionais".

Agora, o diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato (que pelo nome não se perca) anunciou a aprovação de uma Resolução "ampliando as quotas de quatro países - China, Coréia do Sul, México e Turquia - e rebaixando Brasil, Índia e Argentina e seus poderes de voto" (Globo).

O povo sabe: quem muito se curva ao Fundo mostra os fundos.

LISTAS

Mais um sargentão na praça defendendo a "eleição em listas": Roberto Amaral, vice-tudo do PSB. Sabem por que eles querem a "eleição em listas"?

Agora, por exemplo, por participarem da feitura das listas partidárias e as encabeçarem segundo a hierarquia de seus partidos, estariam automaticamente incluídos e eleitos todos os quadrilheiros, vampiros, mensaleiros, sangussugas, cúmplices ou controladores das executivas.

Só do PT: Genoíno, Palocci, João Paulo Cunha, José Mentor, Ângela Pizza Amarela, Delúbio Soares, Silvinho Pereira, todos, nem precisavam fazer campanha. E assim no PMDB, PP, PL, PTB, PSB e outros penduricalhos.

Waldemar Costa Neto, Janene; os 40 da "quadrilha", da "associação criminosa" "chefiada por José Dirceu" e denunciada pelo procurador geral da República; os quase 100 deputados e senadores sanguessugas, todos eleitos, os que controlam os caixas ou os livros de atas dos partidos. Como o Roberto Amaral, "lider político" ectoplásmico," presidente de partido" sem um só voto.

E não só para a Câmara dos Deputados. Também para as Assembléias. O rapaz da cueca do PT ia ter mais votos que os 100 mil dólares que chocou.

DICIOLULÁRIO

1. - "Diciolulário" de Heloísa Helena:

- "O Congresso é corrupto, omisso e bandido quando o presidente da República é corrupto, omisso e bandido" (Folha).

2. - "Diciolulário" de César Maia:

- "O Lula tem quatro ministros, José Dirceu, Antonio Palocci, Humberto Costa e Luiz Gushiken, acusados de corrupção. E o Lula, na sala ao lado do Dirceu, disse que não sabia de nada. Para mim, até que se prove o contrário, o Lula é ladrão também" (Globo).

PESQUISA

O "cientista político" (sic) Geraldo Tadeu Monteiro, de um tal IBPS, "fez pesquisa (sic) para deputado no Rio: pelos cálculos dele, os federais mais votados devem ser Andréia Zito, com cerca de (sic) 182.640 votos, Pudim com 118.716 e Nelson Bornier com 91.320" (Anselmo Góis, Globo).

"Cerca de" 182.640 quer dizer que, segundo a "pesquisa" (sic) do Geraldo Tadeu, se não for isso, será 182.639 ou 182.641. Muita cara de pau.

AULA

Lula estava como o pinto no lixo de Jamelão, no comício de Belém:

- "Meu palanque é uma aula de pós-graduação em sociologia política".

Ao lado dele, Jader Barbalho capitão de longo curso algemado em processos na Sudam, Paulo Rocha mensaleiro do PT expelido da Câmara, Ademir Andrade preso fazendo estripulias financeiras nas Docas do Pará.

E ninguém chamou de novo a polícia.

CALÚNIA

A oposição precisa parar de caluniar Lula. Não é verdade que, no palanque do comício do Pará, no final de semana, ele tenha dado um selinho em Jader Barbalho. Beijou, sim, mas só a mão. E com muito respeito.

www.sebastiaonery.com.br.

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