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Data de Publicação: 2 de setembro de 2006
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COLETA DE SANGUE

A paralisação reteve nas alfândegas as bolsas utilizadas para fazer a coleta de sangue, que teve de ser interrompida por dois dias em Imperatriz

A paralisação dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que durou mais de dois meses (fevereiro a abril), deixou seqüelas que ainda estão prejudicando vários setores da saúde.

Os hemocentros, por exemplo, que coletam o sangue de doadores, para posteriormente enviá-lo aos hospitais públicos, estão entre os mais atingidos.

Em Imperatriz, o Hemomar já teve de interromper a coleta devido à falta de materiais indispensáveis para a atividade, como as bolsas que guardam o sangue recolhido.

De acordo como o diretor do Hemomar-Imperatriz, o médico Fernando Batista Duarte, a distribuição das bolsas às unidades coletoras foi prejudicada porque trata-se de um produto importado, que precisa ser verificado pelos fiscais da Anvisa antes de entrar no país.

Com a greve dos servidores da agência, as bolsas ficaram retidas nas alfândegas, e só recentemente sua distribuição está sendo regularizada.

Duarte informou que, devido à falta de bolsas, a coleta não pôde ser feita no Hemomar de Imperatriz em pelo menos dois dias da semana passada. Ele afirmou, no entanto, que o material já foi enviado de São Luís e que é suficiente para mais de 10 dias de coleta. O Hemomar de Imperatriz coleta de 800 a 900 bolsas de sangue por mês.

“A situação ainda não está plenamente normalizada, mas não existe nem vai haver falta de sangue no Hemomar por causa dessa dificuldade de distribuição do material para coleta”, disse o diretor.

O ‘caso Sara’ – Segundo Fernando Duarte, quem não conseguiu doar sangue nos dias em que a coleta foi interrompida, pode fazê-lo a partir da próxima semana, na rua Coriolano Milhomem (um pouco antes da praça Mané Garrincha). Esse é o caso de sete pessoas que compareceram ao Hemomar na semana passada para doar sangue para a adolescente Sara Maria, baleada durante um assalto, quando se dirigia à escola, e que segue internada no Hospital Municipal (Socorrão).

O médico explicou que Sara Maria está recebendo sangue normalmente no Socorrão (ela já utilizou mais de oito bolsas) e que o sangue que for doado para a jovem não é para uso emergencial, e sim para repor o estoque armazenado na casa de saúde.

“Essa reposição é muito importante, mas a Sara não vai deixar de receber sangue se não houver a reposição imediata do que for usado”, garantiu Duarte.

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