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Direito 2 - Notícias de Direito

Policial acusado do assassinato tem prisão decretada por juiz

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2 de setembro de 2006
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Morte do empresário

Vítima foi executada com 11 tiros no retorno do São Francisco

Baseado nas provas testemunhais e técnicas, nos depoimentos colhidos pela polícia e, ainda, atendendo parecer do Ministério Público, o juiz Raimundo José Souza Barros, da Central de Inquéritos, decretou a prisão temporária do agente de polícia Rodolfo Rios de Sousa, que deve ser preso a qualquer momento. O inquérito, presidido pela delegada Eliana Santos Jacintho, está sendo concluído na Delegacia Geral, que promete esclarecer o caso o mais rápido possível.

Rodolfo é acusado de matar o microempresário Anderson Lima Borges, 25 anos, que foi executado com 11 tiros, na madrugada do domingo (20 de agosto), no retorno do São Francisco. No inquérito instaurado na Delegacia do 9º Distrito Policial (São Francisco), Rodolfo, que seria filho de um juiz de Direito, é apontado como principal suspeito do homicídio. A polícia apurou que há cerca de três anos ele havia jurado a vítima de morte, por causa de uma briga em que Borges se envolveu com um irmão do acusado.

Testemunhas são intimidadas - De acordo com informações colhidas junto a familiares de Borges, embora o nome do suspeito não tenha sido divulgado, tanto o delegado que preside o inquérito como os policiais encarregados das investigações estariam sendo pressionados a mudar o rumo das investigações. Há denúncias, também, de que os vendedores de lanche que trabalham no retorno do São Francisco testemunharam o assassinato, estariam sendo intimidados e pressionados, inclusive com ameaças, para mudarem seus depoimentos.

Um assassinato brutal - Familiares informaram que o rapaz, pouco antes de ser assassinado, esteve no Trapiche, um clube de festas localizado na praia da Ponta da Areia, e a bordo de seu veículo, um Celta preto, dirigiu-se para um dos traillers próximo à Checauto, na Avenida Colares Moreira.

A mãe da vítima, Maria de Fátima Lima Borges, de 47 anos, afirmou que seu filho pediu um lanche, e nem desceu do carro, quando apareceu um homem num veículo branco e atirou nele.

“Meu filho era calmo, tinha boas amizades, e pelo que fiquei sabendo, não brigou com ninguém no período em que esteve no Trapiche”, assinalou Fátima Borges. O crime aconteceu por volta das 2h30 da madrugada. A vítima teve morte instantânea. Testemunhas informaram à polícia que o homicida ainda deu duas voltas de carro na rotatória antes de cometer o crime. Anderson foi morto dentro do carro quando pegava o dinheiro para pagar o lanche que havia solicitado.

Fátima Borges disse que Anderson já havia concluído o segundo grau e que sonhava fazer jornalismo. Anderson Borges, morava na Rua dos Cedros, Quadra 13, casa 27, no Renascença.

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