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Professores de Grajaú continuam em greve

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Data de Publicação: 19 de setembro de 2006
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Ontem, 18, completou vinte e nove dias que os professores da rede pública municipal de Grajaú se encontram em greve, sendo que, nesse período, já promoveram inúmeras manifestações, atos públicos, passeatas e também já buscaram apoio dos vereadores e da Promotoria Pública de Grajaú. Porém, segundo informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino em Grajaú, Deusimar do Nascimento Sá, o prefeito Mercial Lima de Arruda se nega em reconhecer os baixos e defasados salários dos trabalhadores, assim como os sucessivos atrasos dos servidores da pré-escola (FPM). Os educadores não conseguem entender o porquê disso, uma vez que os recursos têm sido repassados normalmente à Prefeitura de Grajaú, inclusive com aumento em torno de 30%.

Deusimar Sá disse que os dois principais motivos que levaram os professores a deflagrarem a greve foram: primeiro, a reivindicação do reajuste salarial pedido pela categoria no percentual de 38%, proposta encaminha pelo Sindicato ao município em maio deste ano, sem nenhuma resposta até o momento; a segunda reivindicação é quanto ao pagamento dos salários atrasados dos professores e servidores da pré-escola que se arrasta desde o início deste governo. Além do reajuste e do pagamento dos salários atrasados os trabalhadores também reivindicam o Vale Alimentação, Vale Transporte e a data base, prevista na Lei Orgânica.

Já aconteceram duas reuniões entre sindicato e secretários do município, sendo que na última além de descontar os salários dos professores, retiraram também a contribuição sindical, ferindo frontalmente a Constituição Brasileira. De acordo com Deusimar, o prefeito além de não pagar e não reajustar os salários do Fundef pouco se preocupa com a atual crise instalada, e se encontra fazendo campanha para seus candidatos do vinte e cinco. Motivo que, como informou o sindicalista, levantou grande desconfiança entre os educadores, pois há três, quatro anos atrás recebiam mais de dois salários mínimos, hoje com um orçamento que dobrou estão com apenas um salário nos contracheques.

A adesão à greve é de praticamente 100%, onde já estão sem aula aproximadamente 12 mil alunos incluindo zona urbana e rural. Os professores, depois de tentar todas as formas de pressão, estão decididos a acampar na Prefeitura e fechar a BR-226.

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