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Pastor evangélico dirigia carro que atropelou e matou bispo

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Data de Publicação: 19 de setembro de 2006
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POR OSWALDO VIVIANI

MORTE DE DOM GIANFRANCO MASSERDOTTI

Policiais do 4º Batalhão da Polícia Militar de Balsas, que atenderam à ocorrência do atropelamento e morte do bispo de Balsas, Gianfranco Masserdotti, no domingo à tarde, informaram à sucursal do Jornal Pequeno de Imperatriz que o pastor Gilson Douglas, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de Balsas, conduzia o carro que se envolveu no acidente.

Segundo a PM, Gilson dirigia um Corsa verde (placa LDO 4266) pela BR-230, a uns 15 km do centro de Balsas (no rumo de São Raimundo das Mangabeiras), quando o bispo, que conduzia uma bicicleta (como fazia costumeiramente), retornou, de repente, do acostamento para a estrada, depois da passagem de uma carreta Scânia, momento em que houve o choque.

O pastor parou o veículo assim que percebeu o atropelamento e aguardou a chegada do socorro. O bispo, no entanto, já estava morto quando foi levado para o Hospital São José, de Balsas.

O corpo de dom Gianfranco Masserdotti, que foi velado na catedral do Sagrado Coração de Jesus, de Balsas, será sepultado hoje às 9h, na própria catedral, como manda o ritual católico. Seu túmulo ficará ao lado do de seu antecessor, dom Rino Carlezzi.

Ontem, o candidato Edson Vidigal, da coligação antisarneísta “O Povo no Poder”, compareceu ao velório do religioso. O bispo de Imperatriz, dom Gilberto Pastana, que está em Roma, lamentou a morte de dom Franco e recomendou aos padres de Imperatriz que fossem a Balsas para acompanhar o funeral e o sepultamento do bispo.

O inquérito que apontará as circunstâncias e responsabilidades referentes ao acidente ficará a cargo do delegado Clécio Zotts, da Delegacia de Balsas.

Dom Gianfranco Masserdotti havia completado 65 anos na última quarta-feira (13 de setembro). Ele chegou ao Brasil em 1972 e desde 1999 era presidente nacional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

‘Para que tenham vida’ – Nascido na cidade italiana de Bréscia, dom Franco pertencia à Congregação dos Combonianos. Foi missionário e pároco nos municípios sul-maranhenses de Pastos Bons e Nova Iorque (1972-1974). Em 1979, voltou à Itália, pois foi eleito Conselheiro Geral da Congregação Comboniana –morou em Roma até 1985, na sede geral da Congregação. De 1994 a 1995, coordenou o Centro de Formação e Animação Missionária em Teresina (Piauí). Assumiu a Diocese de Balsas em 2 de março de 1996. Autor do livro “A missão a serviço do Reino”, publicado pela Paulus, em 1996, seu lema como bispo era: “Para que tenham vida”.

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