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Data de Publicação: 19 de setembro de 2006
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Aldir Dantas

DOM FRANCO: FÉ E AMOR AO PRÓXIMO

A Igreja Católica do Brasil, os pobres e excluídos, os povos indígenas, os camponeses que lutam pela vida e pela preservação do meio ambiente, estão com os corações sofridos. A morte de Dom Franco Masserdotti, causou um profundo pesar nos cristãos maranhenses, brasileiros e especialmente no Povo de Deus da Diocese de Balsas, onde ele era o bispo, o pastor, o irmão, o conselheiro, o mensageiro do amor, da paz e da justiça. Era um homem iluminado que dedicava a sua vida à luta em defesa dos direitos e da dignidade dos seus irmãos e bem presente com os povos indígenas. As suas celebrações tocavam as ilimitadas reservas do espírito do coração de todos os que o assistiam, pela fé expressada a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo e à Mãe de Jesus Cristo, lembrando sempre que a vida é um Dom de Deus.

PRESIDIA O CONSELHO INDIGENISTA

Dom Franco Masserdotti era italiano de nascimento, mas brasileiro e maranhense pelo amor que dedicava e recebia de todos. Como presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, se constituía, com os padres combonianos, com quem teve a sua formação religiosa, em lutador determinado, e em muitas ocasiões até colocando a vida em risco para defender os povos indígenas sempre ameaçados por grileiros, latifundiários e por instituição dos Poderes Constituídos. No evento de comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil, ele enfrentou policiais que agrediram índios covardemente na Bahia.

A LUTA PELA VIDA

À semana passada, recebi o boletim informativo da Diocese de Balsas. No editorial Dom Franco Masserdotti escreveu: VOCAÇÃO, PAIXÃO PELA VIDA: “Não se pode falar em vocação sem falar da Vida. A vocação se expressa como Serviço Apaixonado pela Vida. O primeiro servidor apaixonado pela vida foi Jesus. Ele, ao longo de sua vida e de sua missão, buscou preparar para todos, sobretudo para os pobres, a Festa da Vida”.

GRITOS DOS POVOS DO CERRADO

Em julho de 2004, o Grito dos Povos Contra a Destruição do Cerrado, realizado no Seminário Internacional Bioma Cerrado, na cidade de Balsas, reuniu homens e mulheres sofridos, ambientalistas, dirigentes de entidades de diversos pontos do país, escritores brasileiros e estrangeiros para uma reflexão sobre a situação, o descaso e a destruição do cerrado nas regiões do Maranhão, Piauí, Tocantins e Ceará. Dom Franco Masserdotti, naquela ocasião disse: “É necessária uma conversão ecológica que leve a uma nova compreensão da vida e da natureza por parte das pessoas e uma transformação das estruturas sócio-econômicas que, além de destruir, manipular e saquear a natureza para aumentar o lucro, impõe terríveis condições de vida para a maioria da população mundial e enfraquece o planeta para as futuras gerações.”

OS ÍNDIOS E NATUREZA

No mesmo Seminário ele registrou o trabalho que vem sendo realizado pelo Conselho Indigenista Missionário – CIMI no Maranhão e no Brasil e salientou: “Os Índios nos ensinam um relacionamento sereno com a natureza e o respeito pelo equilíbrio da criação. Eles se sentem parte da criação. Através de seus mitos, revelam a crença de que os seres humanos e os demais viventes formam uma única corrente sagrada de vida que exige solidariedade e gratidão para com todos os seres, e a valorização não violenta da natureza”.

FETAEMA DEFENDE POSSEIROS

O presidente em exercício da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Maranhão, o líder sindical Francisco Sales de Oliveira criticou o aparelho policial no cumprimento de uma ordem de reintegração de posse no Sítio São João, município de Paço do Lumiar. Os militares permitiram que jagunços da parte interessada ateassem fogo nas casas das mais de 200 famílias. A assessoria jurídica da Fetaema constatou que as terras em questão pertencem a União e que a ordem judicial de reintegração de posse foi concedida equivocadamente. As famílias continuam acampadas na área contando com o apoio e Sindicato de Trabalhadores Rurais. Casos como o do Sítio São João, estão ocorrendo constantemente em todo o Estado, o que tem dado origem a muitos conflitos e confrontos pela posse da terra.

A APOSENTADORIA DE DOM GERALDO

Dom Geraldo Dantas de Andrade, bispo-auxiliar da Arquidiocese de São Luis completará no dia 29 do corrente, 75 anos de idade. Deverá solicitar ao Núncio Apostólico do Brasil a sua substituição, o que levará o Papa Bento XVI a nomear um novo bispo auxiliar para a Arquidiocese de São Luís. Dom Geraldo passará a ser bispo emérito.

CONTRA A REELEIÇÃO

O advogado Luis Augusto Guterres é contra a reeleição, inclusive na OAB. Escolhido pelo movimento OAB Renovação 2006 para liderar a chapa João Itapary, que concorrerá às próximas eleições da OAB-MA, marcadas para o dia 24 de novembro, Guterres firmou em Cartório o compromisso de, sendo eleito, não disputar a reeleição. E mais: vai promover todas as medidas que estiverem a seu alcance para sensibilizar os parlamentares a mudar a legislação a fim de vedar a reeleição para os cargos da OAB.

COMPROMISSO DIVULGADO

O compromisso de Luis Augusto Guterres foi firmado no Cartório Cantuária Azevedo, sob registro microfilmado n. 287568, desde o dia 1º de agosto de 2006, logo após ser escolhido por seus colegas para liderar a chapa “João Itapary”. No seu compromisso, divulgado no jornal de campanha já enviado para os advogados, Guterres ressalta seu desejo de ver “expurgada essa nefasta prática que promove a desigualdade na disputa eleitoral”.

DESIGUALDADE NOTÓRIA

A desigualdade nos pleitos onde um dos candidatos concorre à reeleição é flagrante, porque quase sempre quem está no comando usa a máquina da instituição para fazer campanha. É comum ver-se os presidentes dessas instituições, no período da campanha para reeleição, reativarem jornais institucionais e promoverem eventos para aparecerem, depois de ficarem omissos durante todo o mandato. É um verdadeiro desrespeito aos eleitores, pois os tratam como se fossem massa de manobra, bobos desinformados que não sabem o que se passa em suas instituições de classe.

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