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NacionalAlckmin diz que Lula foi omisso e submisso no caso da Petrobras

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15 de setembro de 2006
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O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou, ontem, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição pelo PT, foi “omisso” e “submisso” no episódio envolvendo a Petrobras na Bolívia.

“A posição do Lula foi submissa, foi omissa, foi fraca, e agora nós temos, culminando esse processo, o governo da Bolívia [Evo Morales] dizendo que sequer vai pagar”, disse Alckmin em São Paulo, antes de embarcar para Juiz de Fora (MG).

Mesmo negando, o candidato do PSDB deixou clara sua intenção daqui até o primeiro turno da eleição, em 1º de outubro: atacar o governo Lula em toda oportunidade que aparecer. Alckmin convocou a imprensa às pressas, antes de sua viagem, especificamente para comentar o assunto.

Para Alckmin, a crise com a Bolívia ilustra como Lula coloca interesses ideológicos à frente dos nacionais. Segundo ele, o presidente brasileiro apoiou Morales, mesmo sabendo que que ele tinha tinha intenção de expropriar as plataformas da Petrobras. “Essa questão da Bolívia é mais um exemplo, mas essa tem sido a rotina”, afirmou.

O tucano disse ainda que, se for eleito, vai recorrer a tribunais internacionais para reverter as decisões de Morales e exigir o cumprimento dos contratos. E criticou a demora do governo brasileiro em tomar essa decisão. “Mas é óbvio que já deveria ter sido recorrido. Essa é a postura mínima que se espera.”

Na terça-feira, o governo boliviano decidiu rebaixar as duas refinarias da Petrobras no país a prestadoras de serviço. A resolução fez com que o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, decidissem cancelar a viagem a La Paz marcada para amanhã.

Assim, as negociações com o governo boliviano, paralisadas há dois meses, voltam à estaca zero. Ironicamente, a Petrobras avaliava que as refinarias seriam o ponto mais fácil da imensa pauta entre as duas partes, que inclui a assinatura de novos contratos de exploração de gás até 1º de novembro.

Reação de Lula – Após ser bastante criticado pelas declarações diplomáticas sobre o decreto divulgado em maio que nacionalizou as reservas de petróleo e gás da Bolívia, Lula agora defende uma reação “firme” do governo brasileiro, segundo o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).

“O presidente Lula reagiu de uma forma bastante firme porque todo o clima tinha sido construído no sentido de entendimento, e de repente esse assunto surpreendeu a nós todos”, disse Rondeau.

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