POR AURELIO CARVALHO
Um depósito de lixo localizado na avenida Este, unidade 203, em frente à feira da Cidade Operária, está causando incômodo aos moradores e comerciantes próximos ao local. O depósito utilizado para lixo deixou de ser container e foi substituído por um espaço fixo de concreto, e que no momento encontra-se com as portas quebradas, provocando vazamento dos entulhos. Com isso, além do mau cheiro que provoca, atrai a presença de urubus diariamente.
Segundo a comerciante Isabel Sousa Pereira, proprietária da Bel Frangos, o problema do lixo em frente à feira já existe há dois anos, e está prejudicando o crescimento de sua empresa. "Muitos clientes chegam a pensar que o mau cheiro vem aqui do meu comércio. Eles só mudam de opinião quando eu mostro a lixeira no meio da rua. É uma situação constrangedora. Muitas vezes sou obrigada a soltar foguetes para espantar os urubus", afirmou.
Além disso, estamos querendo implantar o serviço de câmaras frias aqui na empresa, mas não sabemos se a Vigilância Sanitária irá autorizar, devido a essa situação em que se encontra a avenida Este", disse Isabel Pereira. A comerciante contou ainda, que possui quatro quiosques na feira da Cidade Operária, mas ameaça suspender o pagamento das taxas de funcionamento, caso a Cooperativa dos Feirantes não encontre uma solução para o problema.
Semsur - De acordo com o coordenador de fiscalização da Superintendência de Limpeza Pública de São Luís, órgão ligado à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Nelson Araújo, a culpa desta situação é dos próprios feirantes.
"99% dos feirantes da Cidade Operária não utilizam os tonéis que ficam dentro da feira. Muitos deles até somem com os tonéis e acabam jogando o lixo de qualquer jeito no local. Nem um cadeado eles são capazes de colocar na porta da lixeira, para impedir que o lixo vá para o meio da rua. Manter a lixeira limpa é um papel dos feirantes e não da Prefeitura", disse Nelson Araújo.
O coordenador de fiscalização argumentou que a feira da Cidade Operária ainda não foi municipalizada e por isso não é de responsabilidade da Prefeitura mantê-la limpa. "Nós prestamos serviços por parceria, não por obrigação. Mesmo assim, o lixo do local é coletado diariamente e a lixeira de concreto é lavada quinzenalmente. Há esse intervalo porque ainda temos outros 35 mercados municipalizados para fazer a limpeza. Agora, se cada feirante fizesse sua parte, utilizando os tonéis que nós fornecemos, com certeza a feira não se encontraria na situação em que está hoje", explicou Nelson Araújo.