Aderson denuncia:
Empreiteiras baianas foram beneficiadas com contratos de R$ 300 milhões no governo Roseana
O candidato do PSDB ao governo do Maranhão, deputado Aderson Lago, disse ontem que à época do governo Roseana Sarney empreiteiras como a OAS e Gautama, ligadas ao senador baiano Antônio Carlos Magalhães, foram beneficiadas com a assinatura de um contrato com a Caema, no valor de 300 milhões de reais, para duplicação do Projeto Italuís. “Elas, as empresas, é que determinavam o que devia ser feito. Deixaram obras pela metade e não fizeram a parte fundamental, que era combater o desperdício de água”, denunciou.
Segundo Aderson Lago, o contrato assinado com essas empresas não levou em conta o interesse público, que apontava a necessidade de conter o dreno por onde era escoada metade da produção de água da Caema. “Gastou-se um rio de dinheiro e os grandes beneficiados foram as empresas ligadas ao senador baiano, velho amigo da família Sarney”.
Para se ter uma idéia mais clara da gravidade do desperdício de água em São Luís, basta fazer uma analogia com a produção de outros gêneros. Imagine-se uma fábrica de refrigerantes que produz 100 mil garrafas, sendo que metade dessa produção é quebrada e para compensar a perda, a empresa tem que dobrar a sua produção. “É como tentar tapar um buraco sem fundo”, assinala Aderson.
O candidato do PSDB lembra que o desperdício de água em São Luís é histórico. Quando presidiu a Caema, de 87 a 90, as perdas rondavam em 60% da produção da companhia. “Nosso projeto tinha como objetivo ampliar a capacidade do Italuís e reduzir o desperdício para algo ao redor de 15%, mas o dinheiro que ficou em caixa quando deixamos a Caema e que deveria ser aplicado no remanejamento da rede e na conclusão de reservatórios e estações de bombeamento foi desviado para a campanha eleitoral daquele ano”.
Segundo Aderson Lago, se desde a época do governo João Alberto, quando foram desviados mais de 60 milhões de dólares dos cofres da Caema para eleger candidatos do grupo Sarney, inclusive Roseana Sarney, tivessem lacrado as torneiras do desperdício de água, nem haveria ainda a necessidade de duplicar a capacidade do Projeto Italuís, “até porque na nossa gestão foi triplicada a produção de água”. Para o tucano, os 300 milhões de reais torrados no governo Roseana para atender a interesses políticos podiam ser aplicados em outras áreas. “A duplicação de Italuís teria que ser feita algum dia, mas não naquela época, nem mesmo agora”.