Advogado diz que Ubiratan tinha relacionamento com delegada
O deputado federal Vicente Cascione (PTB-SP), advogado da família do coronel da Polícia Militar e deputado estadual Ubiratan Guimarães afirmou nesta quarta-feira que o coronel “mantinha um relacionamento” com a delegada da Polícia Federal Renata Madi.
“A informação que eu tenho é que eles chegaram a ter um relacionamento amoroso até sábado (9) [data da morte de Ubiratan]. Não sei em que nível”, disse Cascione. A reportagem não conseguiu localizar a delegada na noite desta quarta, mas amigos do casal disseram que a delegada da PF era amiga do coronel havia muito tempo e que, apesar de os dois nunca terem se relacionado amorosamente, Carla Cepollina, namorada dele, tinha muito ciúmes de Madi.
Cascione também afirmou que Madi e Cepollina se falaram pelo telefone no sábado, quando o coronel morreu. Em depoimento na segunda-feira, ela conversou informalmente com policiais do DHPP e disse que havia brigado com o coronel por causa de um telefonema que ele havia recebido.
Poucas horas depois, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico do coronel, o que está sendo analisado pela Justiça.
Depoimentos – Cepollina chegou à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) por volta das 13h desta quarta, onde prestou depoimento até as 17h30 como testemunha do caso. Ontem, ela ficou no prédio até das 11h à meia-noite.
Os três filhos do coronel também estiveram no local, onde depuseram na tarde desta quarta. Segundo o advogado Cascione, eles levaram provas de que a arma usada no crime pertencia ao próprio coronel.
Crime – Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan foi morto com um tiro no abdômen, em seu apartamento, nos Jardins (zona oeste de São Paulo).