O oficial de justiça Walmilson da Rocha Nascimento, procurou o Jornal Pequeno para se defender das acusações feitas pelo delegado federal Rodrigo Koehler, em matéria publicada no dia 2 de setembro, neste matutino.
A matéria falava sobre a apreensão de mais de 200 máquinas caça-níqueis pela Polícia Federal, e dizia que no momento de uma das apreensões, o oficial de justiça Walmilson Nascimento, teria sido pego com seis chaves desse tipo de máquina.
Segundo o oficial de justiça, tudo não teria passado de um mal entendido, onde ele foi a vítima. Walmilson contou que é técnico em eletrônica, mas que não é dono de empresa, como foi informado na matéria. "Eu apenas coloquei uma placa na casa da minha mãe, com o nome Eletrônica Rocha. Mas não se trata de empresa. Eu trabalhava em casa, consertando eletroeletrônicos e coloquei a placa só para as pessoas ficarem sabendo o tipo de serviço que era feito ali. Eu nunca consertei máquinas de jogos. A primeira vez foi essa em que a polícia apareceu. Só que eu fui chamado pelo dono da máquina, apenas para consertar um fio elétrico que estava solto. Fiz meu serviço e já ia embora, quando a polícia chegou", contou Walmilson.
Quanto às chaves que estavam em seu poder, o oficial de Justiça explicou que o dono do ponto lhe entregou as chaves, para ele verificar se a máquina funcionava, após o conserto do fio. Nessa hora, a polícia teria chegado e achado que ele iria abrir a máquina para retirar dinheiro.
"Eu só consertei a máquina e pronto. Depois que passei no concurso para oficial, a eletrônica passou a ser apenas uma atividade paralela. Tanto que nesse dia, eu só fui consertar a máquina por insistência do cliente. Eu já estava, inclusive, indo para o meu trabalho quando o telefone tocou. Expliquei isso ao delegado, mas ele não quis saber. Hoje, corro o risco de perder meu emprego, pois ainda estou em estágio probatório no Tribunal. Lutei muito para conseguir passar nesse concurso e não posso pagar por algo que não tenho culpa. Eu sustento minha esposa, minha mãe...todo mundo depende de mim lá em casa. Eu só quero continuar trabalhando dignamente. Nunca lidei com máquina caça-níquel. Isso eu garanto", afirmou Walmilson Nascimento.