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Informe JP - Sarney perde mais de 4 minutos

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Data de Publicação: 10 de setembro de 2006
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O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá julgou procedente a representação eleitoral interposta pelo Partido Socialista Brasileiro contra as coligações Amapá Desenvolvimento com Dignidade e União pelo Amapá (PDT/PMDB/PP/PSC/PRONA/PV) e condenou a coligação de José Sarney a perda de 4m32s (quatro minutos e trinta e dois segundos) do horário eleitoral destinado à propaganda do senador.

A coligação foi condenada porque estava fazendo propaganda ao senador em horário destinado a candidatos da proporcional (deputado estadual e federal). O mesmo ocorreu com a coligação Amapá Desenvolvimento com Dignidade, onde na propaganda dos candidatos a deputado estadual, aparecia a logomarca do candidato José Sarney.

A exibição foi ar em ambas coligações no dia 16 de agosto de 2006, no horário das 13h20 às 13h40 e à noite.

Esta é a terceira condenação em menos de duas semanas ao candidato José Sarney, pelos mesmos motivos. Na semana passada, ele perdeu quase 13 minutos de seu tempo na televisão.

Manifesto pró-Flávio Dino

Mais de cem personalidades, entre professores universitários, advogados, intelectuais, líderes de entidades e sindicalistas lançarão Manifesto de Apoio à candidatura do ex-juiz federal Flávio Dino à Câmara Federal.

O texto diz que “apesar da descrença daqueles que insistem em dizer que ‘político é tudo igual’, a verdade é que existem pessoas e partidos que fazem política de um jeito diferente, movidos não por interesses mesquinhos, mas pela convicção de que é possível construir um País melhor”. Entre esses está o jovem candidato Flávio Dino.

A apresentação do manifesto e dos signatários à sociedade será na terça-feira, 12, às 19h, no Restaurante Laguna, na Lagoa da Jansen. O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, já confirmou a presença.

Coligação entre PT e PSDB

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, afirmou ontem que a especulação sobre uma suposta coligação entre petistas e tucanos não passa de "uma estratégia do PT para ganhar mais votos".

A afirmação do candidato rebate declarações de parte da cúpula do PT sobre a necessidade de uma aliança entre os dois partidos. O ministro Gilberto Gil chegou a apontar, em comemoração dos 60 anos da Cinemateca Brasileira (zona sul de SP), que seria "muito bom para o Brasil" se o PT e o PSDB entrassem em um entendimento no próximo Governo.

De acordo com Serra, conversar sobre o futuro, seria dar "de barato" que eles [petistas] estariam ganhando e colocar "água no moinho do PT".

Ele reforçou sua preocupação exclusiva com a campanha no momento atual. "Ainda temos três semanas para as eleições e vamos continuar trabalhando." O candidato também comentou a última pesquisa do Ibope divulgada ontem para candidatos à Presidência.

Material de propaganda

Reportagem da revista Veja desta semana aponta que uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria distribuído, no ano passado, quase 2 milhões de folhetos entre um lote de 5 milhões produzidos pela Secretaria de Comunicação do governo federal. O TCU também detectou superfaturamento na aquisição deste material gráfico e a falta de comprovação de R$ 11 milhões em gastos. O caso foi detectado em outubro de 2005, durante a CPI dos Correios.

Na época, a secretaria não reconheceu o superfaturamento e pediu um prazo para fornecer comprovantes da distribuição. Os documentos agora entregues apontam que, por orientação das agências de publicidade contratadas pelo governo federal, os exemplares não foram entregues à Secom, mas a diretórios do PT.

O ministro Ubiratan Aguiar, relator do caso, pediu a abertura de um processo para apurar o fato, ouvir o depoimento dos envolvidos e verificar papel que tiveram no episódio o ex-ministro Luiz Gushiken, que comandava a Secom, e os publicitários contratados pelo governo. O relatório, apresentado na última terça-feira, ainda não foi votado pelo plenário. Um dos ministros pediu vistas do processo.

Alckmin aceita desafio

O "sumiço" do candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), que cancelou os compromissos de campanha desta sexta-feira, foi explicado hoje por reportagem da Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, o tucano decidiu aceitar o desafio feito pela caravana do Jornal Nacional, da Rede Globo, de percorrer trechos da BR 316, considerada a pior estrada do País.

Em reportagem levada ao ar na noite de quinta-feira, o Jornal Nacional propôs aos candidatos que percorressem um trecho da BR no Maranhão, onde a equipe de TV ficou presa por conta das más condições da rodovia. Alckmin decidiu aceitar o desafio e embarcou, ainda no início da manhã de sexta, para o local.

Alckmin e sua comitiva não conseguiram encontrar a equipe de reportagem, mas gravaram imagens que devem ser exibidas no programa eleitoral hoje a noite. Tudo foi mantido em sigilo pela assessoria do candidato, que enviou até mesmo uma nota à imprensa afirmando que o tucano desmarcara seus compromissos, um deles com o candidato ao governo de São Paulo José Serra, para se dedicar à gravação de programas.

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