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NacionalMais um senador é citado no esquema das ambulâncias, mas não tem nome revelado

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4 de agosto de 2006
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MISTÉRIO

O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), disse ontem que o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin afirmou em seu depoimento, também ontem, que existe um quarto senador envolvido com o esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Vedoin é sócio da Planam, empresa suspeita de liderar a quadrilha responsável pela compra irregular de ambulâncias com recursos do Orçamento da União.

No entanto, Jungmann disse que Vedoin não revelou o nome desse quarto senador. Para os integrantes da CPI, Vedoin pode estar querendo proteger o nome de parlamentares que ainda devem dinheiro para a Planam.

No depoimento, prestado ontem para a CPI na sede da Polícia Federal em Brasília, o empresário disse que esse quarto senador conseguiu a liberação de R$ 20 milhões em recursos extra-orçamentários para compra de ambulâncias.

Além do misterioso quarto nome, Vedoin havia envolvido no esquema o nome de mais três senadores: Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES). Todos já negaram envolvimento com a máfia das ambulâncias e apresentaram defesa à CPI.

Em depoimento à CPI, Vedoin afirmou acreditar que os senadores tinham conhecimento de que suas emendas estavam sendo usadas no esquema.

Lista ampliada - Em depoimento ontem à CPI dos Sanguessugas, o empresário ampliou as acusações contra 92 parlamentares já citados no esquema, acrescentou provas contra outros que receberam propina em dinheiro e citou dois novos deputados como participantes da máfia das ambulâncias.

Os dois novos parlamentares citados não estavam nas listas já em posse da CPI e deverão ser notificados após a divulgação do primeiro relatório da comissão, prevista para a próxima semana, juntamente com outros dois cuja participação foi descoberta nesta semana - Philemon Rodrigues (PTB-PB) e Salvador Zimbaldi (PSB-SP).

O empresário apresentou ainda o nome de testemunhas que podem comprovar que parlamentares receberam dinheiro vivo como pagamento de propina. Como não havia comprovante destes depósitos, a CPI considerava difícil punir estes congressistas.

O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), classificou o depoimento do empresário como elucidativo, detalhado, firme e verossímil.

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