O candidato do PSDB ao governo do Maranhão, deputado Aderson Lago, segue hoje para Recife, onde, na companhia do presidente regional do PSDB, deputado federal Sebastião Madeira, assistirá ao lançamento do Plano de Investimento para o Nordeste, do candidato presidencial Geraldo Alckmin (PSDB). Intitulado "O Novo Nordeste", o plano de Alckmin tem como eixo central a recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a antiga Sudene, extinta em 2001.
O documento prevê também maior volume de recursos para irrigação do semi-árido; revitalização do rio São Francisco; recuperação da malha viária federal na região; redução da mortalidade infantil e a aceleração da obra da refinaria que a Petrobrás está construindo no Estado de Pernambuco. O plano contém ainda críticas ao governo Lula, ao mostrar que muitas propostas do PT para a região não saíram do papel.
Segundo Aderson Lago, trata-se de um documento importante, porque especificamente direcionado para o Nordeste, uma região que, segundo ele, sempre esteve à margem das políticas públicas. "É preciso concentrar fortes investimentos no Nordeste, especialmente na parte de saneamento básico e na geração de emprego e renda".
Quando da visita de Alckmin ao Maranhão, Aderson defendeu, em encontro reservado com o presidenciável tucano, a necessidade de investimentos em infra-estrutura, como forma de atrair novos empreendimentos e estimular o setor produtivo, com vistas à multiplicação dos postos de trabalho.
Na oportunidade, Aderson reivindicou atenção especial do governo federal para o Maranhão. Ele destacou as condições privilegiadas do Porto do Itaqui, cujo calado permite atracar o maior navio de minério do mundo. "Apesar disso, somos apenas um corredor de exportação de soja, ferro, alumínio e manganês. Precisamos atrair empresas para ampliar a oferta de empregos aos maranhenses", enfatizou.
Aderson citou também o exemplo da costa maranhense, que é a segunda maior do Brasil, com mais de 600 quilômetros, e apesar disso, o estado vizinho, o Piauí, com apenas 60 Km de litoral, é quem exporta o pescado do Maranhão. "Isso vai mudar na hora em que tivermos uma política de incentivo à pesca", declarou.