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Coluna do Othelino

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Data de Publicação: 31 de agosto de 2006
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Mais propaganda enganosa de Roseana Sarney Murad

As imagens na televisão mostram rodovias impecavelmente asfaltadas, corretamente sinalizadas que interligariam vários municípios no Interior maranhense. No áudio, a voz da candidata do PFL ao Governo do Estado, Roseana Sarney, garante que as rodovias mostradas foram parte de um amplo programa de construção e recuperação de estradas durante o período em que esteve à frente da administração estadual. Considerando a hipótese da senadora haver, de um momento para o outro, renegado o hábito oligárquico da falsear a verdade, caberia, ainda assim, ao observador mais atento, algumas indagações inevitáveis. Se, conforme exibem as imagens, as rodovias feitas por Roseana aparentam ser obras duradouras, por que não resistiram pelo menos dez anos sem a necessidade de recuperação? Nossa região não registra tufões, ciclones e terremotos e o inverno, por mais rigoroso que seja, não é capaz de destruir uma rodovia construída dentro dos padrões técnicos que a moderna engenharia exige. Por que, então, as estradas de dona Roseana se deterioram em tão pouco tempo?

E por que Roseana não mostra a principal obra de seu governo, nesse campo das rodovias, a internacionalmente conhecida estrada Paulo Ramos/Arame? Modéstia?

A realidade é que o governo da pefelista, para ser generoso, foi uma sucessão de equívocos que acabaram por enterrar o Maranhão numa dívida colossal, hoje paga com o sacrifício de todos os maranhenses. As obras realizadas não tinham o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população, daí a razão da mediocridade desses empreendimentos. Comprometida com as grandes empreiteiras financiadoras de suas campanhas, a ela interessava, antes de mais nada, retribuir o favor recebido. Se as obras teriam qualidade ou não isto era detalhe secundário.

Um exemplo clássico da irresponsabilidade que foi a tônica daquele período administrativo é a Lagoa da Jansen. Qualquer intervenção ali exigiria, preliminarmente, um sério trabalho de despoluição, sem o que o empreendimento seria inócuo. Mas não foi assim que Roseana e o mano ministro entenderam. Preferiram gastar rios de dinheiro em uma suposta urbanização da área, deixando o principal por fazer. Hoje, a Lagoa está mais poluída do que antes, comprometendo seriamente a saúde dos que residem pelas proximidades.

A exemplo do pai, a Sra. Roseana Sarney aposta todas as suas fichas na falta de memória do povo ou na possibilidade de que ampla parcela da população seja desinformada. Anuncia, por exemplo, que vai “continuar a trabalhar pela Educação”. Trata-se, evidentemente, de mais uma empulhação da candidata, talvez desnorteada pela certeza do fracasso de seu projeto de voltar a Governar o Maranhão. Ora, só se dá continuidade àquilo que já foi começado. E Roseana nunca fez nada pela Educação no Maranhão. Nos seus quase oito anos de desgoverno, a única coisa com que se preocupou foi em agradar a Fundação Roberto Marinho, tentando implantar um sistema de telensino que se mostrou um retumbante fracasso. Mais de cem milhões de reais foram desperdiçados no malogrado projeto, dinheiro que poderia ter sido empregado na construção de unidades de ensino médio pelo Interior do Estado. A maior parte dos jovens que participaram foram obrigados a recomeçar tudo numa sala de aula regular,

Ao final de seu mandato, a dupla Jorge/Roseana não havia construído um único colégio que pudesse ampliar a oferta de vagas.

A campanha da candidata pefelista está centrada na tentativa de vender gato por lebre aos eleitores. Assegura que vai dinamizar a agricultura, como se não fosse de domínio público sua aversão pelo trabalho do homem do campo. Prova disto foi haver desmantelado o Sistema Estadual de Agricultura no trágico período em que ocupou o governo. Como ela e seu grupo fazem tudo ao seu alcance para anular as realizações do governo José Reinaldo, não seria surpresa se, numa hipotética volta ao Palácio dos Leões, tentasse acabar com o Programa de Agricultura Familiar e outras ações da atual administração a favor dos lavradores. Algumas recentes atitudes da herdeira de Curupu dão margem a este tipo de raciocínio.

“Vou dar ênfase ao social em meu governo”, diz a filha do Zé Perversidade num arroubo de bondade que só engana a quem não a conhece. Como acreditar na sensibilidade de Roseana, ela que liderava, ao lado do pai, um movimento desumano para impedir a vinda de recursos, destinados a amenizar o sofrimento mais de 400 mil famílias campesinas? Como pode falar em justiça social uma pessoa extremamente cruel e desalmada que passou quase oito anos sem conceder um único centavo de aumento ao servidor público, esse anônimo colaborador da administração estadual, cujos vencimentos ficaram achatados ao longo de todo o governo dela e do marido?

Os amigos de Roseana deveriam aconselhá-la a parar de abusar da mentira em sua campanha.

A paciência do povo tem limites!

***

No horário eleitoral, foi mostrada a imagem da cinematográfica mansão de João Alberto, o vice de Roseana. Bem poucos astros ou estrelas de Hollyood possuem um casarão daqueles. O vice de Roseana acha que, no Maranhão, pobre tem que morar mesmo é em palhoça. O Carcará sanguinolento não nega que é um reles pau-mandado, mas também traz na índole toda a covardia e a truculência naturais às aves de rapina. Que as urnas os lancem pata bem longe; para queimar em betume fervente no Inferno de Dante!

(othelinofilho@yahoo.com.br).

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