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Empresário nega 'lavagem' de dinheiro e mais 17 'galáticos' são liberados

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Data de Publicação: 30 de agosto de 2006
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POR OSWALDO VIVIANI

PIZZAS E LARANJAS

Leonardo Garcia mandou seu advogado falar por ele; a PF já soltou 26 dos 54 presos na ‘Operação Galáticos’

A Polícia Federal liberou, na tarde de segunda-feira, mais 17 pessoas, presas há uma semana pela “Operação Galáticos”, acusadas de envolvimento com a “máfia dos hackers”, que atuava em Imperatriz desviando grandes quantias de dinheiro de contas “on-line” na internet. Já foram soltas, até agora, 26 pessoas, das 54 presas na operação – 28 permanecem detidas na Cadeia Pública de Augustinópolis, no estado do Tocantins.

Todos os liberados tinham prisão temporária (de 5 dias) decretada. Segundo a PF, eles faziam o papel de “laranjas” no esquema criminoso: emprestavam suas contas para que os “hackers” transferissem o dinheiro desviado para elas. As contas “on-line” eram “invadidas” com a implantação no computador do correntista de um “spyware” (vírus “espião”). Com o “espião” ativado, assim que o correntista abre seu banco “on-line”, todos os seus dados pessoais (inclusive sua senha) são copiados e chegam até o remetente do “e-mail” (o “hacker”).

Ainda restam 16 mandados de prisão para serem cumpridos pela “Operação Galáticos”. A PF informou ontem que advogados de vários dos procurados – com mandado de prisão preventiva (30 dias) – estão entrando em contato com o órgão em Imperatriz para “negociar” a apresentação espontânea de seus clientes.

Pizzas – Também ontem, o empresário Leonardo Garcia Martins, dono da Romano’s Pizzaria, a mais famosa da cidade, entrou em contato com a sucursal do Jornal Pequeno em Imperatriz e solicitou que o jornal ouvisse seu advogado, Oziel Vieira (vice-presidente da OAB local), sobre as investigações levadas a cabo pela Polícia Federal sobre “lavagem” de dinheiro em suas pizzarias. Um computador da empresa foi apreendido pela PF. O JP apurou que as investigações se detiveram no empresário porque num só dia o faturamento de uma de suas casas (na avenida Dorgival Pinheiro de Sousa) foi de quase o dobro do que normalmente é apurado em uma semana. Exatamente nesse dia, alguns dos jovens apontados pela PF como líderes dos “hackers” estavam na pizzaria.

No dia em questão (12 de junho), o faturamento na Romano’s Pizzaria teria sido de mais de R$ 4.500, enquanto o apurado por semana, em média, era de R$ 2.500.

O advogado de Leonardo, Oziel Vieira, disse ao JP que “não há nada de estranho” no fato de uma pizzaria como a Romano’s faturar R$ 4.500 num único dia. “Principalmente se considerarmos que 12 de junho era Dia dos Namorados e a casa estava lotada, com as pessoas pagando, além do consumo, R$ 50 cada uma pelo ingresso de um show [de Tom Kleber] que acontecia ali”, argumentou o advogado.

Oziel Vieira também não vê como prova substancial do envolvimento do empresário “a simples constatação da presença de pessoas suspeitas de serem ‘hackers’ na pizzaria, naquela noite”. Segundo o advogado, “todo mundo em Imperatriz vai na Romano’s; até ‘hackers’”.

O advogado garantiu que Leonardo Garcia não vai se esquivar de prestar esclarecimentos à Polícia Federal “quantas vezes a PF achar necessário”.

Posto Avenida – Além da Pizzaria Romano’s e da Angecar (revendedora de carros importados), o JP apurou que o Posto Avenida também teve um computador apreendido pela Polícia Federal e está sendo investigado por “lavagem” de dinheiro. O posto pertence a Edson Cunha (irmão do candidato a deputado estadual Léo Cunha, e um dos filhos de Ribamar Cunha, dono do Café Viana). Uma revendedora de pneus também estaria no “listão” das 20 empresas envolvidas com os “hackers” de Imperatriz, segundo a PF.

Estes são os 16 líderes dos ‘galáticos’, segundo a PF

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