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PolíticaMadeira repudia armação e diz que tiro saiu pela culatra

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29 de agosto de 2006
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O deputado federal Sebastião Madeira (PSDB) repudiou ontem a intenção de adversários políticos que mais uma vez tentam macular sua imagem. “Sou um homem limpo”, afirmou, destacando que quem tenta promover esse tipo de ação é gente sem história e sem proposta decente. O jornal Correio Brasiliense traz em sua edição de ontem, dia 28, reportagem que trata da aplicação de recursos públicos no Maranhão e da falta de fiscalização. Segundo o autor da matéria, jornalista Lúcio Vaz, “a ineficiência no controle dos gastos públicos, verificada pela CPI dos Sanguessugas, é uma porta aberta para o direcionamento de licitações, conluio entre empresas e o conseqüente desvio de dinheiro do Orçamento da União”.

Atestado de idoneidade - Madeira afirmou que a denúncia que originou a reportagem foi articulada com a intenção de prejudicar sua imagem, “mas Imperatriz e sua gente, como a gente da região sabe da minha honestidade. - Não colou, como atesta em seu texto o próprio jornalista. “Quiseram me taxar de desonesto, mas me deram um atestado de idoneidade, que vindo deles, eu não preciso. Quem atesta minha idoneidade é o eleitor, povo que me conhece e em benefício de quem trabalho.” Na reportagem do Correio, Lúcio Vaz diz que percorreu 15 municípios e não encontrou ninguém que afirmasse ter Madeira pedido verba ou sugerido empresa para construir obras, com recursos originados de emendas suas. Mais: afirma que 60 por cento dos recursos destinados à Imperatriz e região são originados de emendas apresentadas pelo deputado Madeira.

Há cerca de 15 dias, um prefeito de uma cidade vizinha a Imperatriz foi procurado por um político sem mandato, com o objetivo de “detonar” o prefeito anterior. - Junta aí a papelada que além do ex-prefeito que é seu adversário, vamos detonar um meu, o deputado Madeira. A proposta foi imediatamente rechaçada pelo gestor. “Não sou inimigo nem do ex-prefeito, ele só é meu adversário, menos ainda ainda do Madeira que só faz o bem, trazendo obras para o município. Tô fora dessa armação”.

O repórter do Correio Brasilisiense, Lúcio Vaz percorreu por 3 dias, 15 municípios, conversou com ex, atuais prefeitos, assessores e contadores. Conseguiu apurar três fatos: - Que o deputado tá limpo nessa história (conforme afirmou a uma fonte no aeroporto de Imperatriz quando embarcava para São Luís), que os prefeitos entregaram as prefeituras sem documentação e que a falta de fiscalização na aplicação de recursos é geradora do ralo que alimenta o desperdício da coisa pública. Esse último, foco principal da reportagem.

Dossiê apócrifo – De há muito, circula em Imperatriz texto reproduzido a partir de depoimento na Câmara Federal onde o engenheiro José Henrique Paiva aventa “fortes indícios de que as obras foram superfaturadas, não obedeceram a padrões técnicos exigidos e tiveram licitações dirigidas”. O texto visa prejudicar Madeira que busca reeleição para o quarto mandato de deputado federal. O autor do depoimento que não cita Madeira – diz apenas que ele é autor das emendas – já foi anteriormente, interpelado judicialmente pelo deputado. - Negou qualquer acusação.

Picuinha local - Segundo a reportagem do Correio Brasiliense um grupo de três empresas domina há nove anos a execução de obras em Imperatriz e municípios vizinhos, a empresa RV Alencar, de propriedade do engenheiro Roberto Alencar, a Conol, de Francisco das Chagas Alencar e pai de Roberto e a empresa, Porto Belo, de propriedade de Roberto e sua esposa Ana Cláudia Silva. A reportagem diz (texto na integra): - O monopólio das empresas de Alencar foi denunciado à CPI dos Sanguessugas e à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara pelo engenheiro José Henrique Paiva, ex-inspetor-chefe do Crea de Imperatriz e ex-vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul do Maranhão. Ele afirmou que há comentários na região sobre “fortes indícios de que as obras foram superfaturadas, não obedeceram a padrões técnicos exigidos e tiveram licitações dirigidas”.

Empresa séria – Ao Jornal O PEQUENO o engenheiro Roberto Alencar afirmou não ter nada a esconder. “Minhas obras, são visíveis. Convido quem quiser a fiscalizá-las, a qualquer hora. Todas os recursos foram devidamente aplicados e as obras por mim conquistadas foram construídas. Tenho três obras ainda não concluídas porque faltam o repasse final. Agora falam que eu ganhei todas as obras. E as que perdi?”.

Roberto Alencar destacou ainda que tanto ele quanto seu pai, Francisco das Chagas Alencar são pessoas que trabalham e gozam de amplo conceito tanto em meio ao empresariado, como no setor público. - “Se é pecado trabalhar, fazer a obra e fazer bem feito, eu já não sei mais o que é virtude”, concluiu.

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