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Carro desgovernado atropela e mata cinco moradores de rua
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Carro desgovernado atropela e mata cinco moradores de rua

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Data de Publicação: 28 de agosto de 2006
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São Paulo (Folhapress) - Um carro desgovernado atropelou e matou cinco moradores de rua que dormiam na lateral de um viaduto na marginal Pinheiros, na região do Brooklin (zona sul de São Paulo), na madrugada de ontem. Outras quatro pessoas ficam feridas no acidente.

Segundo a polícia, o veículo, um Monza dourado, vinha pela via expressa da marginal, sentido rodovia Castello Branco, quando perdeu o controle, subiu na calçada e atingiu os moradores que estavam debaixo da saída do viaduto José Bonifácio C. Nogueira.

Quase 16 horas após a tragédia, o motorista do Monza, o pedreiro Claudinei Santos da Silva, 26, não sabia explicar a razão do acidente. “O carro começou a puxar para o lado direito e tive que pisar fundo no freio. Foi então que ele desgovernou e bateu contra o viaduto’’, disse.

Para a polícia, duas hipóteses explicariam o acidente: Silva teria dormido no volante ou o carro apresentado defeitos mecânicos. O veículo foi submetido à perícia e o pedreiro fez exame de dosagem alcoólica.

Silva disse que na noite de sábado havia ido a uma festa na casa de familiares no bairro de Interlagos e tomado “um pouco de vinho’’. “Dormi um pouco antes de voltar para casa.’’ O acidente ocorreu quando ele seguia para Osasco (Grande SP), onde mora, junto com os primos Eliene Silva Santos e Osmario Silva Santos.

Os três sofreram ferimentos leves, passaram pelo hospital e foram liberados em seguida. O pedreiro foi indiciado por lesão corporal culposa -quando não tem a intenção de matar- e por homicídio culposo.

À polícia, Claudinei Silva afirmou que dirigia a “mais ou menos’’ 80 km/h quando perdeu o controle do veículo. Um carroceiro, que estava perto do local na hora do acidente, disse que o carro não estava em alta velocidade. Na pista expressa da marginal, a velocidade máxima permitida é de 90 km/h.

“Na hora, pensei que tivesse batido em outro carro. Um morador de rua começou a gritar e a gente ficou sem saber o que fazer’’, contou a doméstica Eliene Santos. Ela disse ainda que foi Silva quem chamou os bombeiros para socorrer as vítimas. Eliene sofreu apenas um corte na perna.

Um dos moradores de rua mortos era Fernanda Andreia de Sobral, 28, mãe de sete filhos. Branca, magra, cabelos lisos e longos, ela era viciada em crack, segundo o ex-marido, pai de cinco dos seus filhos, que hoje reconheceu o corpo de Fernanda no IML (Instituto Médico Legal).

Segundo ele, em razão do vício, Fernanda abandonou a família e costumava dormir nas ruas. “Ela era linda, mas estava se acabando no crack’’, disse ele, que não quis se identificar. Os outros mortos eram homens, dois brancos e dois pardos, aparentando ter entre 25 e 30 anos, não haviam sido identificados até a noite de ontem.

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