Morte do empresário
Vítima foi executada com 11 tiros no retorno do São Francisco
Continuam as diligências e investigações em torno do assassinato do microempresário Anderson Lima Borges, 25 anos, que foi executado com 11 tiros, na madrugada do domingo passado (20), no retorno do São Francisco. No inquérito instaurado na Delegacia do 9º Distrito, figura como principal suspeito um policial civil, que é filho de um juiz de Direito e que, há cerca de três anos, havia jurado a vítima de morte, por causa de uma briga em que Borges se envolveu, com um irmão do acusado.
Testemunhas são intimidadas – De acordo com informações colhidas junto a familiares de Borges, embora o nome do suspeito não tenha sido divulgado, tanto o delegado que preside o inquérito como os policiais encarregados das investigações, estariam sendo pressionados a mudar o rumo das investigações, o que não deixaria de ser uma espécie de corporativismo. Há denúncias, também, de que os vendedores de lanches que trabalham no Retorno do São Francisco testemunharam o brutal e covarde assassinato, estariam sendo intimidados e pressionados, inclusive com ameaças, para mudarem seus depoimentos.
Um assassinato brutal - Familiares informaram que o rapaz, pouco antes de ser assassinado, estivera no Trapiche, um clube de festas localizado na praia da Ponta d´Areia, e a bordo de seu veículo, um Celta preto, dirigiu-se para um dos traillers, próximo à Checauto, na Avenida Colares Moreira.
A mãe da vítima, Maria de Fátima Lima Borges, de 47 anos, afirmou que o assassinato de seu filho ainda é um mistério. “A informação que me passaram foi a de que o meu filho pediu um lanche, e nem desceu do carro, quando apareceu um homem num Fiat Uno branco, que passou a atirar nele”, declarou Fátima Borges, que não faz idéia de quem seria o assassino.
“Meu filho era calmo, tinha boas amizades, e pelo que fiquei sabendo, não brigou com ninguém no período em que esteve no Trapiche”, assinalou Fátima Borges. O crime aconteceu por volta das 2h30 da madrugada. A vítima teve morte instantânea. Testemunhas informaram à polícia que o homicida ainda deu duas voltas de carro na rotatória antes de cometer o crime. Anderson foi morto dentro do carro quando pegava o dinheiro para pagar o lanche que havia solicitado.
De acordo com informações da polícia, o crime foi praticado com o uso de uma pistola 7.65 e no local foram encontrados sete cartuchos deflagrados. Mãe de quatro filhos, Fátima Borges disse que Anderson já havia concluído o segundo grau e sonhava fazer jornalismo. A polícia ainda não tem pistas seguras sobre o autor do assassinato, mas suspeita que o crime pode ter sido vingança ou queima de arquivo. Anderson Borges, morava na Rua dos Cedros, Quadra 13, casa 27, no Renascença.