As comunidades quilombolas Ladeira (Alcântara), Monte Cristo (Codó), Oiteiro dos Pretos e Tingidor (Iapecuru Mirim), Frechal (Mirinzal), Juçaral dos Pretos (Presidente Juscelino) e Igurapiranga (São Bento) participarão de pesquisa nacional inédita que avaliará a situação nutricional das crianças com até cinco anos de idade que vivem em áreas remanescentes de quilombos. Elas serão medidas e pesadas e as famílias responderão a um questionário sobre alimentação e acesso aos programas sociais e à assistência à saúde das crianças, o que permitirá verificar o impacto dessas ações entre os beneficiários.
O levantamento, denominado “Chamada Nutricional”, acontece de 25 de agosto a 1º de setembro, no Maranhão, durante a campanha de vacinação. A pesquisa, feita por amostragem e que abrangerá 60 comunidades de 22 estados, é realizada pelos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Saúde e pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os resultados serão divulgados até o final deste ano.
Pelo decreto de 2003, consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos “os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida”.
No ano passado, uma avaliação nutricional semelhante envolveu 17 mil crianças do semi-árido e de assentamentos da reforma agrária, no Nordeste e no norte de Minas Gerais. Pelo levantamento, foi possível constatar redução na desnutrição infantil nesta região. O índice, que era de 17,9%, em 1996, caiu para 6,6%, em 2005.