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José Reinaldo lança em SP o Programa de Biocombustíveis

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Data de Publicação: 27 de agosto de 2006
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De olho no investidor paulista e de outros estados brasileiros interessados na produção de combustíveis alternativos, o governador José Reinaldo Tavares lança amanhã, 28, na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o Programa Maranhense de Produção de Biocombustíveis. O objetivo do programa é incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva do Etanol no Estado e a geração de cerca de 120 mil empregos, nos próximos cinco anos.

O evento contará com palestras do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que vai falar sobre a Expansão do Conceito da Agroenergia e a Liderança do Brasil em Biocombustíveis e do professor Weber Amaral, diretor executivo do Pólo Nacional de Biocombustíveis da USP, que vai falar sobre o Programa Etanol do Maranhão – Porque Investir no Estado? . Entre os debatedores está ainda o presidente da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, Luiz Carlos Correa de Carvalho.

Representantes da Petrobras, BNDES, Dedini, Única e MRE, também confirmaram presença no evento que terá ainda palestra com o gerente-geral de comercialização de Petroquímicos, Paulo Henrique Fraga Ferreira, que vai falar sobre a “CVRD na Logística de Exportação de Biocombustíveis no Maranhão. O evento será aberto às 15h30 com uma palestra do vice-presidente da Fiesp, Martus Tavares que vai falar sobre a Contribuição da Fiesp para o Desenvolvimento Econômico do País.

“O Programa Maranhense de Produção de Biocombustíveis é muito importante porque vai gerar muitos empregos para a população maranhense, melhorando a vida, principalmente, das pessoas que vivem no interior”, destacou o governador José Reinaldo Tavares. “O governo do Maranhão não está medindo esforço para facilitar a vinda do investidor para o Maranhão, que vai gerar cerca de 120 mil empregos nos próximos cinco anos”, completou.

Maranhão pronto – Ao lançar o programa em São Paulo o governo tem como objetivo propor a inclusão do Maranhão no cenário previsto para a construção de novas usinas no país. A demanda brasileira até 2010 é de 403 usinas e o Maranhão quer atrair investidores para o Estado. A demanda brasileira de álcool para 2010 é de 570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

O Secretário da Indústria e Comércio do Maranhão, Ronaldo Braga, que acompanhará o governador José Reinaldo Tavares no lançamento do Programa Etanol do Maranhão, disse que o Estado está pronto para receber os investidores que agendam a expansão de suas áreas de cana de açúcar. “Temos um Estado com infra-estrutura que não se encontra em quase nenhum outro estado brasileiro”.

Ronaldo Braga destacou que com a exposição na Fiesp o Governo do Maranhão pretende mostrar aos empresários do agronegócio esses atrativos. Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, o lançamento do programa de Biocombustível amanhã, é o marco no processo de desenvolvimento no país. Será um momento em que diversas autoridades ligadas ao agronegócio estarão discutindo a contribuição do Maranhão para a auto-suficiência brasileira na produção de biocombustíveis.

A expectativa do governo com o programa é atrair investimentos da ordem de R$ 10 bilhões nos próximos dez anos para produzir 45 milhões de litros de álcool combustível. O governo espera que 45 novas usinas sejam instaladas no Estado, que produzirão quatro bilhões de litros de álcool. O programa tem como base um estudo realizado durante quatro anos pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o estudo, coordenado pelo Weber Amaral, o potencial de produção de etanol no Maranhão, utilizando apenas metade da área identificada como de alta aptidão –1,2 milhão de hectares – é da ordem de 45 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Para produzir essa quantidade de cana-de-açúcar são necessários cerca de 57 mil empregos diretos e geração de 62 mil empregos indiretos.

Em um cenário em que metade dessa matéria prima seja processada para produção de etanol, o potencial de produção é de 2 bilhões de litros, ou seja, 13% da produção nacional atual. O estudo levantou ainda os principais aspectos logísticos de distribuição do etanol para atendimento do mercado interno e externo. De acordo com os resultados obtidos estão sendo coordenados esforços governamentais e firmadas parcerias com o setor privado e financeiro para consolidar essa cadeia produtiva na região.

As ações consideram o escoamento da produção para o mercado externo por meio do Porto do Itaqui, uma das grandes vantagens comparativas que o estado do Maranhão oferece para o acesso aos mercados internacionais; e a grande disponibilidade de áreas agrícolas aptas para produção em larga escala de cana-de-açúcar, com acesso à infra-estrutura ferroviária já instalada.

O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária, Ricardo Zenni, destacou que o programa é muito importante para o Estado e que o porto do Itaqui está preparado para receber o produto nesse novo investimento do Estado. Para o secretário de Agricultura, José Lemos, o programa é importante para a melhoria da qualidade de vida da população maranhense porque garante oportunidade não somente para os grandes plantadores de cana-de-açúcar, mas também para os pequenos.

Historicamente o Brasil destaca-se no cenário mundial como o maior produtor e consumidor de etanol. Ainda assim, recentemente o setor sucroalcooleiro depara-se com perspectiva reais de uma retomada no crescimento do consumo de etanol no país e no exterior, devido tanto ao sucesso nas vendas de veículos biocombustíveis como às expectativas de crescimento das exportações.

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