Acesso Rápido

Shopping #

Direito 2 - Notícias de Direito
Home » Edições » 2006 » Agosto » Edição 21,994 » Colunas

ColunasColuna do Othelino

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
27 de agosto de 2006
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

OPINIÂO

(Espaço cedido para a publicação do prefácio do livro A Oligarquia da Serpente, de Othelino Filho e Othelino Neto). (Final)

A MALSINADA ESCRITA DA SERPEPENTE

Os escritores de A Oligarquia da Serpente, realmente, botam no preto do branco que “Viver aqui é bom demais”! apenas na apelação midiática do sarneyzismo, e que, aqui, com tantas mazelas e impunidades dos feitores hodiernos da nossa terra, “Não vale a pena festejar”. Eles viram que Roseana fez escola; não a de instrução e civismo, por saber que, com mais analfabetismo, melhor, para os seus propósitos de poder; porém, a de deixar com o pires na mão, em proveito próprio, nas eleições, habitantes sequiosos por soluções imediatistas. Patentearam que, quando o governador José Reinaldo, emancipando-se dos tentáculos que sufocavam sua administração, assumiu amenizar os sofrimentos do povo (liderando uma Frente de Libertação do Maranhão e a busca de empréstimo para melhorar a vida de 400 mil conterrâneos, lavradores e suas famílias), caiu mais a máscara dos senadores maranhenses carrascos, encabeçados por Sarney e Roseana, que atazanaram qualquer um para não acontecer colégios, luz elétrica, água encanada e outros projetos de beneficiamento no campo. Fazem observarmos que o sarneyzismo esgotou o repertório de disfarces para ludibriar a boa-fé da nossa gente, e começam a apelar para o vale-tudo, sem mais precauções da sensatez, pois possessos com a perda de mando. Nesse lugar, disparam flechas para o calcanhar-de-Aquiles da oligarquia quarentona, até que Sarney, presidente da República (1985-9), negociou , no Congresso, aumento em seu mandato para cinco anos, martirizando o Maranhão –do qual canta “Minha terra, minha paixão”!–, que perdeu uma refinaria da Petrobras e seus líquidos financeiros daí derivados, para Estado menos propício. Examinam, com argúcia, que Sarney traiu os aliados políticos, na menor ameaça aos seus interesses, e hostilizou benfeitores, para escapar do aço da ditadura militar. É possível que haja salvado o pescoço, entregando gregos e troianos. Aí nenhum ineditismo: os sobas (chefes de tribo, na África), para livrarem a pele e ganhar algum, vendiam os próprios irmãos para os escravocratas.

Temos aqui uma coleção de textos publicados, nos últimos dois anos no Jornal Pequeno, e que obedece a uma cronologia que infere a Sarney a personificação do nome genérico dos ofídios: cobra, no sentido lato de pessoa má ou traiçoeira. Nessa subordem de répteis, em que se incluem todas as serpentes, fixaram Roseana e Jorge Murad, e outras peçonhas de segundo escalão da politiquice – que personalizam o verbo serpentear (mover-se, sinuosamente, em Brasília, sempre em prejuízo do Maranhão); o adjetivo serpentino (inoculam veneno na vítima, para destruí-la, ou utilizá-la, para as suas conveniências); e o substantivo serpentário (onde são criados os animais de sangue-frio, aqui com nomes e endereços completos). O bote da serpente bíblica –poderia ser uma naja e ter asas de Satã camuflado– era para expulsar criaturas de Deus do paraíso, pela tentação ao fruto proibido, e que assim –em mandamento divino– ganhariam o pão com o suor do rosto; a nossa é cascavel, e não menos perigosa de três cabeças, que nem a Hidra de Lerna, de sete, da mitologia grega, e habilidosa mais em exclusão do bem-estar da comunidade: sombra e água fresca, sem uma mosca a lhes importunar nas barras da justiça, somente para si e asseclas. Teórico do existencialismo, Jean-Paul Sartre amarraria o esquema Sarney num saco com nó cego, em “O inferno são os outros”!

Essa leitura, lastreada com personagens e trechos históricos do Brasil e do Mundo, lembra o nosso imbatível jornalista e escritor Erasmo Dias, que foi, no incendiário jornal (vespertino) O Combate, o gladiador exponencial e panfletário –do escrito satírico e veemente– contra a oligarquia vitorinista, e entendedor, como ninguém, do riscado. Vem dele, aliás, a recomendação que conceitua mais adequadamente a relevância desse trabalho, quando bate com amenidade: “É a mensagem altaneira da esperança, de compreensão e justiça. Compreensão para a nossa glória, para a grandeza do nosso patrimônio, para as justas aspirações do nosso povo, para o nosso espírito de luta pelo reencontro com a nossa destinação de seleção natural dos mais capazes para nos dirigir, que sobrevive a todos os hiatos de sombra em nossa história política”. Quem aperfeiçoou a democracia ateniense, na Antigüidade, legaria aos defensores do governo de muitos o que mais, no fundo, tira o sono dos oligarcas dos novos tempos: “Temos um sistema político que se chama democracia, pois se trata de um regime concebido, não para uma minoria, mas para as massas. Em virtude das leis, todas as pessoas são cidadãos iguais”. Péricles (guerreiro, não para si, exclusivamente, e filósofo de verdade) segue com sua crítica laminosa: “Por outro lado, é conforme a consideração de que goza em tal e tal domínio que cada um é preferido para a gestão dos nossos negócios públicos, menos por causa da sua classe social do que pelo seu mérito. Em nada importa a pobreza: se alguém pode prestar serviço à cidade, não é disso impedido pela obscuridade da sua categoria. É com homens livres que administramos o Estado... Obedecemos aos magistrados sucessivos, às leis e, sobretudo, às que foram instituídas para socorro dos oprimidos... Para tudo dizer numa só palavra: a nossa cidade, no seu conjunto, é a escola da Grécia.”

Concluímos que essa produção possui a experiência das reportagens aguçadas, e seus criadores (pai e filho) a marca de jornalistas, que, igualmente, honram o sangue do seu maior (pai, avô e colega): o legendário e cônscio jornalista Othelino Nova Alves. Será de valia inestimável, além de, testemunha presencial, apontar os culpados pelo desespero da esperança populacional maranhense, para subsidiar teses de graduação em cursos socio-humanísticos, no território brasileiro, em referência ainda à desagregação político-social de uma terra desafortunada por dois governos de poucos consecutivos. Eis A Oligarquia da Serpente! Infelizmente, como no fatalismo árabe, “Assim estava escrito!”

(*) Jornalista, escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

Sem recuos na determinação de denunciar os traidores – estamos levantando as provas necessárias –, continuaremos NA LIÇA, enquanto a missão exigir! Esse é o nosso compromisso de honra, um imperativo da nossa consciência determinado pela herança paterna (toda ela no plano espiritual e que nos serve de lenitivo). Entre outras dádivas, sobressaem a capacidade de sentir o sofrimento dos explorados, a dor e o desespero dos torturados, a angústia dos oprimidos, exilados e silenciados sob ameaças de morte, a revolta dos injustiçados. De sentir a comovedora emoção dos que ainda depositam todas as suas esperanças, a sua fé inquebrantável numa grande e providencial ação libertadora. De sentir a necessidade de exercer a cidadania e o prazer de expressar valores que nos foram repassados, como a solidariedade humana, a sensibilidade social e a motivação política de continuar combatendo o bom combate, abominando qualquer forma de violência, mas sem arredar um milímetro sequer da trincheira nas quais avançam os resistentes indobráveis. Embalados por esses sonhos que estão prestes a se realizar é que, somando esforços aos setores mais responsáveis da sociedade, acatamos o chamamento sincero e revolucionário do governador José Reinaldo. Subimos no bonde da história e nos alistamos como soldados da Frente de Libertação do Maranhão. Movimento inédito pela dimensão das expectativas, dos objetivos e ideais comuns que, com a graça de Deus, a mobilização, a organização, a união e o trabalho diuturno e lúcido, dará um basta definitivo ao jugo sarneyzista, algoz impiedoso do nosso Estado e da nossa gente.

(othelinofilho@yahoo.com.br).

Links Patrocinados
ImprimirRecomendar

0 pessoas comentaram a notícia "Coluna do Othelino"

    Deixe o seu comentário

    Utilize se necessário <b><em><i><u><strong> em seu comentário.

    Ao comentar, você está automaticamente concordando com os critérios de uso dos comentários deste site.

     Notifique-me dos próximos comentários por e-mail...


    Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.

    * Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Jornal Pequeno.

    Blogs #

    Arquivos #

    Shopping #

    Processada em 0.656s