Caxias em OffJotônio Vianna
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Hipérbole marinhiana
Paulo Marinho brojou na edição de ontem do OEMA que é inocente. Que nunca vendeu as ações da antiga Cemar. Que nunca foi condenado criminalmente. Que são os ex-presidente do STJ Edson Vidigal, o ex-juiz Flávio Dino (apenas insinua), e outras inominadas pessoas do circuito caxiense que o perseguem implacavelmente. Que ficou provado, por exame grafotécnico, que sua assinatura fora falsificada... E que venceu todas as eleições que disputou: “Caxias, onde vivo, sempre me elegeu com mais de dois terços dos votos válidos”.
Ou seja, alvo de ação de improbidade administrativa, PM perdeu o mandato e teve os direitos políticos cassados por seis anos, mas ainda assim ele estrebucha como o mais imaculado dos políticos. Quem o conhece de perto, ou o ouve de perto, ele jura isso mesmo. Parece que conseguiu convencer a si mesmo dessa versão diante do calvário que enfrenta desde que a Mesa da Câmara Federal, por ordem do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, declarou vago seu cargo de deputado federal. E nesse concluído processo de autoconvencimento PM supervaloriza inclusive a quantidade de votos que os eleitores de Caxias costumeiramente deram a ele. Estimando, por baixo, os chamados ‘votos bons’ na Princesa do Sertão na casa dos 70 mil, pelos cálculos de PM, ele teria recebido aqui sempre algo em torno de 40 mil votos. Um exagero hiperbólico!!!... Mas a figura é assim. Cabotino e auto-sugestionado, PM sempre ganhou no grito. Voltou pra cá no grito e cá se impôs no grito. Até que as coisas começaram a andar pra trás depois de 12 anos de disparates na militância partidária.
O que chama atenção, no entanto, é que o seu estilo espalhafatoso continua e fez escola entre seus adeptos, apesar dos sinais dados pela população de que esse tipo de esperteza já não influi nem contribui tanto como antigamente. Ao contrário, a cada vez que PM se revela assim mais a sua cara-metade e ex-prefeita Márcia Marinho sente o baque eleitoral. Ela, que, por um fator mágico, conseguia desvencilhar a própria silhueta política das besteiras do marido, hoje tem incorporada à sua imagem quase os mesmo vícios do companheiro... A derrota na eleição de 2004 foi uma prova disso.
Polêmico
No entanto, não se pode negar que Paulo Marinho conseguiu a proeza de se tornar o fator ‘polêmico’ em Caxias. Desde o seu retorno à cidade, em meados dos anos 80, ele está no centro dos momentos mais picantes da vida político-partidária local...
Monopólio
...Sempre criando fatos, provocando fatos e chamando a atenção para si, ele manobrou seus adversários anos a fio. Por quase uma década, PM controlou os principais meios de comunicação da Princesa do Sertão. Até o lançamento da coluna ‘Caxias em Off’, no ano de 1997, em vários momentos seus meios de comunicação foram os únicos a ecoar a voz política no município...
Facciosa
...E por quebrar a lógica dessa comunicação facciosa, relatando o dia-a-dia de Caxias para todo o estado, o redator da coluna sofreu ameaças e diversos constrangimentos por parte do poder estabelecido. Mas os tempos já eram outros e a própria linguagem da democracia já se impunha em todo o Brasil contra o passado recente dos métodos do chumbo da ditadura militar...
União
...Daí, para a união das forças de oposição locais foi um passo. Os adversários dos Marinho, que eram apalermados, compreenderam que precisavam se unir para derrotar o establishment....
Um terço
...Na verdade, Paulo Marinho dominou a cidade durante 12 anos investindo na divisão das forças adversárias regionais. Ao contrário do que afirma hoje ter sempre sido eleito com dois terços dos votos de Caxias, a realidade era que ele se impunha com apenas um pouco mais de um terço. E como os adversários viviam brigando entre si ele era o único a ter uma base eleitoral sólida o suficientemente superior para ganhar as eleições. Só isso.
Agitação
O movimento dos professores agitou a cidade e o núcleo duro da ‘Viúva’ durante a semana. Mas o governo saiu do casulo e foi à ofensiva. Em entrevistas e reuniões com diretores e coordenadores de escolas, Humberto Coutinho e assessores saíram da posição defensiva para o ataque...
Relatório
...E, finalmente, mostrou-se um relatório sobre a situação financeira da Secretaria de Educação. Embora cauteloso sobre a chamada transparência da contas governamentais, o Sinprosemc recuou e baixou de 60% para 10% o índice de reivindicação salarial...
Acordo
...O que não significa que os educadores vão deixar de ir às ruas para continuar o processo de convencimento da opinião pública. O paredismo permanece em alerta até o fechamento de um acordo, que o Sinprosemc classifica de o minimamente aceitável.
Insistência
Apesar da baixa freqüência popular, a coordenação de campanha da primeira-dama, Cleide Coutinho, insiste nos comícios pelos principais bairros de Caxias...
Divulgação
...Sem o atrativo dos showmícios, o apelo para a candidatura a estadual de CC, Flávio Dino e Vidigal mescla comícios com divulgação através de pintura em muros, faixas, cartazes, cavaletes e, dizem, também será de bonecos e motodoors.
Dureza
O entendimento do ministro César Asfor, do TSE, de que “... a inelegibilidade dos cidadãos tem por escopo preservar valores democráticos altamente protegidos, sem cujo atendimento o próprio modo de vida democrático se tornará prejudicado, ou mesmo inviável...” significa que o TSE não vai dar mole para os candidatos de vida pregressa conturbada... A turma da improbidade administrativa que se cuide.
GONZO
Concurso - O leitor Antônio Francisco Santana pergunta: “E o concurso público, realizado pela Prefeitura Municipal de Caxias? Será se estão aguardando expirar a validade do mesmo?”.
Primor - Olha que tem cada foto de candidato que é um primor de esquisitice... Se o concurso não fosse de mandato popular, a família ‘Sauro’ bem que poderia reivindicar direitos de imagem!!!
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