Roseana mente de novo, João Alberto protege sanguessugas e aumentam as suspeitas sobre pesquisas do IbopeJoão Alberto pensa que Brasília é Maranhão e foge do 'caldeirão'
Qual será o motivo que levou o senador João Alberto de Sousa a abandonar Brasília na última quinta-feira e passar cinco dias no interior do Maranhão?
A resposta a esta pergunta simples deixou a opinião pública nacional atônita.
Como é que o presidente do Conselho de Ética do Senado Federal sai de Brasília com a temperatura política acima de cinqüenta graus sem assinar o recebimento oficial das representações contra três senadores envolvidos com a máfia dos sanguessugas que daria a partida inicial do processo de cassação dos três senadores?
O grande erro de João Alberto é que ele pensa que Brasília fica aqui no Maranhão. João Alberto não tem quaisquer condições de presidir uma comissão de ética. Só é presidente da Comissão de Ética do Senado por causa da influência decisiva que outro senador maranhense, o senador José Sarney, do Amapá, exerce na Câmara Alta do Congresso Nacional.
João Alberto segue a liderança e as ordens de Sarney, que, combinado com o presidente do Senado, Renan Calheiros, tenta por todos os meios e fins defender e proteger o senador paraibano Ney Suassuna, envolvido no escândalo da venda superfaturada de ambulância promovida pela empresa Planan.
Suassuna é sanguessuga até a medula e, com medo de ser cassado, elaborou um dossiê contando as presepadas da dupla Sarney - Calheiros. O farol amarelo se acendeu e Sarney na moita, como é seu estilo, utiliza João Alberto para tentar protelar o início do processo de cassação dos três senadores envolvidos, principalmente do amigo (deles) e correligionário Ney Suassuna.
Só que João Alberto não tinha a menor necessidade de sair de Brasília para vir fazer campanha eleitoral no Maranhão; afinal, ele é apenas candidato a vice-governador na chapa de Roseana Sarney Murad. Quem faz campanha, quem participa de comícios e de caminhadas é a candidata à governadora e não seu vice.
Todos sabem que a candidatura a vice-governador é secundária em uma campanha eleitoral. E no caso do Maranhão e da coligação de Roseana Sarney, o cargo é mais decorativo ainda, pois, afinal, quem mandou nos sete anos e três meses do governo de Roseana Sarney não foi nem ela, e sim seu marido, o supersecretário Jorge Murad.
Além do mais, se João Alberto fosse tão importante como ele pensa que é, seria candidato à reeleição ao Senado Federal. Mas como ele levaria uma cipoada de fazer gosto do tucano João Castelo, Roseana e o pai José Sarney resolveram impedir sua candidatura à reeleição, e como consolo lhe deram a candidatura a vice.
João Alberto pensa que Brasília é o Maranhão e não mede conseqüências de seus atos protelatórios insanos. Ele pensa que controla a imprensa do sul, do sudeste e do centro do país, como sempre fez no Maranhão.
Como governador do Estado ele comandou a Operação Tigre, em 1990, responsável pela morte de inúmeras vítimas inocentes, assassinadas pela carta branca concedida pelo então governador para maus policiais que barbarizaram o interior do Estado, principalmente a região tocantina.
João Alberto confunde a mídia do centro sul com a do Maranhão que praticamente não repercutiu aquela célebre frase de sua autoria: “Meu governo foi 90% honesto...”.
Não é à-toa que João Alberto hoje é “saco de pancadas” da mídia nacional, até da mídia amestrada, como Willian Bonner e Alexandre Garcia, da Rede Globo.
Se continuar fazendo o jogo sujo de Sarney e Renan Calheiros, João Alberto vai virar motivo de piada e começará a ser conhecido como o primeiro pizzaiolo do Brasil. Isto é, se não for destituído da presidência da Comissão de Ética do Senado antes!
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