PREFEITO DERROTADO
Uma das mais longas greves de servidores da Educação de Imperatriz dos últimos tempos – 15 dias de paralisação – chegou ao fim na quarta-feira, dia 23, depois de um demorado acordo, homologado na Vara Federal do Trabalho pelo juiz Albérico Viana Bezerra.
Os trabalhadores conquistaram um reajuste de 12% sobre os salários, sendo 7% retroativo ao mês de maio, cuja diferença será paga integralmente no mês de setembro, mais 2,5% em dezembro e 2,5% em janeiro de 2007. Foi acordado também, que o a partir do mês de setembro o vale “ticket” passará de R$ 70 para R$ 80.
Os servidores terão, ainda, abonadas as faltas relativas à paralisação de advertência, realizada no dia 23 de junho, e os 15 dias parados por ocasião da greve geral, deflagrada no dia 9 deste mês.
Para garantir a eficácia do acordo, foi arbitrada uma multa diária de um salário mínimo, em caso de descumprimento do acordo por parte da Prefeitura.
Luta continua – Como o acordo, a greve acabou, mas a luta dos servidores da Educação contra os desmandos do prefeito Ildon Marques (PMDB) continua.
A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Imperatriz (Steei) vai seguir reivindicando os outros itens da pauta dos servidores: participação da entidade na discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (que está tramitando na Câmara de Vereadores); recolhimento por parte da Prefeitura do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); fim do “assédio moral” da secretária de Educação Helena Aires contra os servidores (processos disciplinares instaurados por motivos fúteis); e retorno do pagamento do funcionalismo para o Banco do Brasil.
A greve geral dos servidores municipais da educação de Imperatriz conseguiu, nos 15 dias que durou, fechar 112 escolas das 126 existentes no município.