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Data de Publicação: 24 de agosto de 2006
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Brasília – Depois de ser acusado de manobrar contra a instalação dos processos de cassação dos senadores envolvidos na máfia dos sanguessugas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira que vai ouvir todos os membros da Mesa Diretora do Senado em 24 horas para decidir sobre a instauração dos processos.

Segundo Renan, três dos sete membros titulares da Mesa estão em Brasília e serão ouvidos pessoalmente. Os demais, de acordo com o presidente do Senado, vão decidir sobre a instauração dos processos por escrito até hoje.

“Vou adotar a mesma linha [do Conselho de Ética] para que nós tenhamos uma resposta rápida. Vou ouvir todos os membros da Mesa em 24 horas”, disse.

Renan disse que vai conversar com os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Serys Slhessarenko (PT-MT) para decidir sobre a permanência deles na Mesa Diretora do Senado. Paes de Barros é segundo vice-presidente do Senado e foi acusado pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, na última edição da revista “Veja”, de participação no esquema das fraudes.

Já a senadora Serys, suplente da Mesa Diretora, teve o pedido de cassação recomendado pela CPI dos Sanguessugas. “Vou deixá-los à vontade para decidir”, disse Renan.

Críticas – O presidente do Senado se esquivou de responder às críticas de que teria manobrado para protelar as investigações —uma vez que encaminhou ao Conselho de Ética do Senado denúncias, e não representações, contra os três senadores acusados de participação na máfia.

Ontem, o Conselho de Ética decidiu encaminhar os processos para análise da Mesa Diretora, que vai bater o martelo sobre a instauração de cada um. Os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko e Magno Malta (PL-ES) são acusados de envolvimento no esquema de compra superfaturada de ambulâncias.

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