A disputa jurídica entre a coligação PT/PCdoB em São Paulo e a organização Transparência Brasil, que apóia projetos de combate à corrupção, teve outro capítulo na terça-feira, 22. A coligação tentou, sem êxito, retirar da internet a campanha “Não vote em mensaleiros”, promovida pela Transparência.
O diretor-executivo da Transparência, Cláudio Weber Abramo, recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral para retomar texto original de artigo publicado no site da organização, em que conclamava o eleitor a não permitir que “mensaleiros, vampiros e outros animais da mesma família” voltem ao Congresso. A parte final da frase foi retirada do artigo por determinação do TRE, com base na representação do PT/PC do B.
Na terça-feira, o recurso foi indeferido e a restrição à frase mantida. Abramo criticou o PT paulista: “É uma atitude que revela uma estreiteza de pensamento, de como lidar com essas situações”. Ele disse que analisará a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.
Além da campanha “Não vote em mensaleiro”, a Transparência tem outro projeto, o “Excelências”, em que mostra o perfil de deputados que tentam a reeleição, as doadores de campanhas passadas e processos contra eles.