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Lula tem avaliação positiva recorde e reforça favoritismo

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Data de Publicação: 24 de agosto de 2006
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A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu sete pontos nas duas últimas semanas e atingiu o recorde de 52%, consolidando em várias frentes seu favoritismo à reeleição.

Se a votação de 1º de outubro fosse hoje, Lula venceria com 56% dos votos válidos.

Pesquisa Datafolha mostrou que o início do horário eleitoral na TV, na semana passada, teve pequeno impacto sobre as intenções gerais de voto do eleitor. Mas a TV serviu para reforçar todos os indicadores que favorecem a candidatura Lula.

Entre o dia 8 de agosto e ontem, Lula oscilou dois pontos, de 47% para 49%. Seu principal adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), um ponto, de 24% para 25%. As variações estão dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

A avaliação positiva de 52% do governo Lula é a maior desde maio de 1987, quando o Datafolha iniciou esse tipo de levantamento, ainda no mandato do ex-presidente José Sarney.

O recorde de ótimo/bom obtido antes era do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em dezembro de 1996 (47%).

A nota média atribuída à gestão Lula subiu de 6,3 para 6,7 desde a pesquisa anterior – 46% dos eleitores dão nota igual ou superior a 8.

Na atual corrida, Lula também atingiu o recorde de 37% nas intenções de voto espontâneas (quando o eleitor é questionado em quem ele vai votar sem que as opções sejam apresentadas). Em duas semanas, o petista subiu quatro pontos nesse quesito. Alckmin tem 13% (oscilou um para cima).

A taxa de rejeição ao presidente também caiu ao seu nível mais baixo, recuando de 29% para 26%. Ela praticamente igualou-se à de Alckmin (24%).

Por fim, entre os eleitores que assistiram ao horário eleitoral, o programa de Lula foi o de maior audiência (46%), contra 43% para o de Alckmin e 40% da candidata à Presidência pelo PSOL, Heloísa Helena.

Na pesquisa, Heloísa Helena oscilou negativamente um ponto e tem agora 11% das intenções de voto. Os demais candidatos atingiram um ponto ou não pontuaram.

Em termos regionais, duas mudanças importantes foram captadas no levantamento, realizado em parceria entre a Folha e a TV Globo.

No Sul, Alckmin recuperou perdas sofridas nos últimos dias e subiu 11 pontos. Ele, porém, não tirou votos de Lula, mas dos que votariam em branco ou nulo e dos indecisos. No Centro-Oeste, o tucano perdeu cinco pontos e Lula subiu sete.

Todas essas tendências somadas fizeram com que, em pouco mais de 30 dias, Lula aumentasse de 16 para 24 pontos a diferença sobre Alckmin.

“O horário eleitoral ajudou Lula, que mostrou mais ritmo na TV e conseguiu reforçar os pontos positivos de seu governo”, afirmou Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

Repetindo FHC – A melhora na avaliação de Lula segue a mesma tendência captada pelo Datafolha na reeleição de FHC, em 1998. Em agosto de 1998, logo após o início do horário eleitoral, FHC subiu seis pontos ao mostrar suas realizações e chegou às vésperas da eleição com 49% das intenções de voto – mesmo percentual que Lula tem hoje.

Na comparação com a campanha de 2002, o horário eleitoral agora teve bem menos influência. Há quatro anos, a TV teve forte impacto sobre as candidaturas de José Serra (PSDB) e de Ciro Gomes (então no PPS). Usando negativamente uma entrevista em que Ciro chamou um eleitor de “burro”, Serra passou a “desconstruir” o adversário. Em alguns dias, cortou de 14 para 1 ponto a distância que o separava de Ciro.

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