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Greve de servidores da Caema é suspensa

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Data de Publicação: 24 de agosto de 2006
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POR AURELIO CARVALHO

Foi suspensa ontem a greve dos servidores da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema), que teve início desde a última quinta-feira, 17. A decisão foi tomada após uma audiência de conciliação realizada pelo procurador do Trabalho Maurício Pessoa Lima, onde ficou estabelecido que hoje, às 16h, haverá uma nova reunião entre as partes envolvidas para formalizar a decisão, baseada na documentação pedida pelo procurador. Só após essa reunião será definido o novo rumo da paralisação.

O procurador Maurício Pessoa disse que independentemente do que acontecerá na nova audiência, fará pedido judicial junto ao Ministério Público a fim de assegurar que a greve, de maneira alguma, possa prejudicar a população. Entretanto, o procurador pediu que as partes envolvidas providenciassem os seguintes documentos: cópias de ofícios emitidos pela Caema, onde o Sindicato dos Urbanitários afirma que a empresa concordava com as reivindicações da categoria, cópia do acordo coletivo feito entre Caema e Sindicato, informações subsidiadas de que de que a situação financeira atual da Caema é precária, e de que um reajuste agora, provocaria impactos negativos para a empresa; além da documentação que comprove, como diz a Caema, que existem locais onde o abastecimento de água foi prejudicado por causa da greve - fato que o Sindicato negou.

Exigências - Os servidores entraram em greve porque exigem reajuste salarial de 5%, pagamento de hora extra para funcionários com mais de 10 anos de serviço e plano de saúde para os novos empregados.

Na audiência, a Caema pediu 60 dias para tentar resolver o problema. O procurador achou o prazo muito longo e deu algumas possíveis soluções de negociações, alertando, inclusive, que se o caso for parar na justiça, as decisões podem ser piores para ambos os lados.

O presidente da Caema, Bruno Mendonça, disse que a empresa está com um prejuízo mensal de 5 a 6 milhões de reais, e que se tiver que reajustar os salários dos servidores em 5%, teria que, no mínimo, deixar de pagar fornecedores da Caema. "Nossa intenção é fazer um Plano de Cargos de Salários. O problema é que ainda há muitas questões a serem esclarecidas. Não sabemos nem se o Ministério Público considera esse reajuste legal. Então, precisamos de tempo. Amanhã (hoje) vamos comparecer à audiência com a documentação exigida pelo procurador e esperamos que as coisas sejam resolvidas como manda a lei", disse Bruno Mendonça.

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