Demora na solução de problemas em ruas de São Luís irrita população

Todos os dias na avenida Raimundo Corrêa, no Monte Castelo, o comerciante Cláudio Pimentel presencia algum incidente envolvendo pedestres e motoristas naquela via. "Há sempre motorista se atrapalhando naquela galeria. Já vi rodas de carro sacando". Cláudio se referiu às grades de uma galeria localizada em uma transversal da avenida que estão totalmente destruídas e que, consequentemente, causam acidentes com freqüência. No entanto, o pior problema, segundo o comerciante, é a demora - cerca de um ano - no conserto. "Os moradores já devem ter feito centenas de reclamações e nenhuma medida foi tomada". Assim como na Raimundo Corrêa, a demora na manutenção nas vias públicas de São Luís já está virando rotina.
O técnico em telefonia, Brigido Ferreira, foi um dos motoristas que já tiveram prejuízos na Raimundo Corrêa. "Este problema é antigo. Se a Caema ou a Prefeitura dessem a importância que o problema necessita, muitos proprietários de automóveis teriam sido poupados".

A curva que une as avenidas Getúlio Vargas e Senador João Pedro já é conhecida por suas ondulações. O flanelinha José dos Santos Coelho afirmou ter perdido a conta de quantos acidentes já assistiu no trecho. "Como a curva é fechada, quando os motoristas percebem as ondulações, já é tarde". José dos Santos disse que os mais prejudicados com as ondulações são os motociclistas. "De vez em quando algum deles cai. Graças a Deus ninguém ainda se machucou gravemente". O flanelinha ainda disse que o problema é antigo. "Olha, acho que isso já está assim para mais de ano".
Moradores da rua Agripino Grieco também sofrem com a demora na manutenção da via. Há cerca de oito meses um caminhão da Limpel destruiu a tampa de uma galeria na rua e, desde então, nenhum tipo de reparo foi feito. "Alguns técnicos da Prefeitura vieram aqui e disseram que o conserto estava agendado. Isso aconteceu faz meses", relatou o comerciante Francisco de Assis.
Segundo Francisco, até mesmo a limpeza da galeria é feita pelos moradores. "Se nós não nos preocupássemos em fazer isso, com certeza a situação seria muito pior", disse.
Na rua Grande, próximo ao Banco do Brasil, o ambulante Francisco Higino Pereira disse ter se acostumado com um esgoto estourado bem no meio de uma calçada. "Este esgoto é mais velho do que eu. Acho que a Caema deve mantê-lo assim por causa de alguma promessa, sei lá", ironizou.
A estudante de enfermagem Maria Castro Silva reclamou da situação. "Como o esgoto toma conta de toda a calçada, os pedestres pulam para a rua. Como a rua é estreita e o tráfego é grande, corre-se o risco de ser atropelado. Nas duas alternativas, o pedestre pode se dar mal".
Para o office boy, Fernando Gonçalves, os problemas acabam se confundido. "Você não sabe se irrita-se por conta dos buracos e esgotos estourados, ou se indigna-se com a demora na manutenção. O problema é que o Poder Público trata estas situações, que são emergenciais para os moradores, como sendo secundárias", concluiu.