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23 de agosto de 2006
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Quem entende de fraude?

Que autoridade tem O Estado do Maranhão, jornal da campanha de Roseana Sarney Murad, de falar em fraude eleitoral? Antes que o TRE se pronuncie, o matutino da oligarquia já afirmava, no domingo, que a Coligação O Povo no Poder havia cometido fraude eleitoral. Fazia a acusação sem atribuí-la a alguma fonte, mas por conta própria, fora do espaço do editorial. Tamanha sandice jornalística só porque o programa de Vidigal veiculou o vídeo de um comício de Lula em Imperatriz, no ano 2000.

Na ocasião, o presidente alertava os eleitores sobre as pesquisas divulgadas no Maranhão: “Aí eu fico imaginando porque ela aparece bem nas pesquisas. Sabem por quê? Porque a Globo é do pai dela, o SBT é do Lobão, a Band é não sei de quem ...Vocês vêm a TV falando bem deles o tempo inteiro. ‘E por isso que essa gente aparece bem na pesquisa ...porque passam o tempo inteiro descaradamente mentindo na televisão”.

Alguém, em pleno equilíbrio de suas faculdades mentais, atreve-se a dizer que o presidente mentiu? Roseana Sarney continua dona da TV Mirante e, assim, comete uma fraude contra a Constituição brasileira, que proíbe a parlamentares – ela é senadora – a participação societária em concessões públicas. Foram meses e meses de exposição de Roseana Sarney na tela da Mirante, desde o ano passado, preparando sua candidatura. As pesquisas divulgadas pela emissora levantam as mesmas suspeitas de sempre. A mesma, exatamente a mesma realidade a que se referiu o presidente Lula no comício de Imperatriz, em setembro de 2000, prevalece hoje, em agosto de 2006.

Fraude, porém, é algo que o Maranhão conhece muito bem, os maranhenses sabem o que é abuso de confiança, já se sentiram mais de uma vez enganados. Vale lembrar a eleição de 1994, quando a derrota de Epitácio Cafeteira para o governo do Estado escandalizou o Maranhão e o país. Não é preciso descer a detalhes, todo o mundo se lembra como Cafeteira perdeu aquela eleição. Nos sete anos que se seguiram, de 1995 até 2002, o governo do Maranhão não construiu um único hospital apesar de toda a pobreza e das doenças que a pobreza produz. Durante sete longos anos, o governo do Maranhão não contratou professores, apesar do analfabetismo e da baixa escolaridade dos maranhenses. Em sete anos, a produção agrícola do Maranhão caiu pela metade porque o governo acabou com a Secretaria da Agricultura.

O Maranhão que já conhecia a fome, soube muito mais dela. Um exemplo das conseqüências da fome: em 2001, 829 menores de um ano morreram de diarréia no Maranhão. No Piauí foram 144. Não é difícil concluir que o governo do Estado agiu de má fé com o povo do Maranhão, traiu sua confiança, fraudou sua vontade.

Ora, um político que tenha uma obra tão vergonhosa para mostrar não se elegeria nem para síndico de prédio em Teresina, em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Mas, no Maranhão, esta ex-governante disputa um terceiro mandato de governadora. Por quê? Como é possível? Simples: porque Roseana é dona da Globo no Maranhão. E, como disse o presidente Lula, “é por isso que essa gente aparece bem na pesquisa, porque passam o tempo inteiro descaradamente mentindo na televisão”. Esta é a verdade.

Que mico!

Na ânsia de fazer jornalismo a favor, o Estado do Maranhão cometeu grande gafe ontem.

Anunciou que “centenas de moradores de Cururupu fizeram festa na noite de sexta-feira passada para receber a senadora Roseana Sarney”.

Além de ser notícia velha, publicaram uma foto em que não aparece público. No palanque, Roseana discursa de cara fechada e Cafeteira é um poço de desânimo.

Opinião de qualidade

Os candidatos a deputado e senador das coligações adversárias de Roseana Sarney Murad, em viagem pelo interior do Estado, registraram o estrago feito pelo vídeo do comício de Lula.

Eles atestam que a mensagem que ficou na cabeça do eleitor foi: “O presidente Lula falou que a Roseana Sarney é mentirosa”.

E sobre isso, não adianta inventar pesquisa qualitativa para esconder a realidade.

Contra vontade

Está rendido o senador João Alberto, candidato a vice-governador de Roseana Sarney, defensor dos senadores Ney Suassuna, Serys Slhessarenko e Magno Malta, acusados de atuar na máfia dos sanguessugas.

Mesmo contra a vontade dele – e, dizem, também a de Sarney, seu conselheiro-mor – o Conselho de Ética está abrindo processo de cassação contra o trio.

Decisiva a pressão da opinião pública nacional contra Carcará, Sarney & companhia para que a ética prevaleça.

Recado urgente

Notinha de recall encaminhada, ontem, à coluna por um credor: “Segundo matéria publicada no Jornal Pequeno, dia 22 de Agosto de 2006, com o título ‘Washington Macaxeira tenta, em Brasília, intervenção no PT do MA’, o dito cujo estaria na capital federal para tratar de assuntos políticos com o senhor Ricardo Berzoine, presidente do PT.

“A título de sugestão, os credores do PT do Maranhão perguntam: por que é que o senhor Washington Luiz não aproveita a ocasião para arrumar o dinheiro que cobriria os “cheques sem fundos” esparramados em São Luís nas eleições de 2002, assinados por ele e pelo tesoureiro Henrique Souza? PT saudações”.

Recado dado

Fórum de Educação

O deputado Pavão Filho destacou ontem a iniciativa do governador José Reinaldo Tavares de criar o Fórum Permanente em Defesa da Educação.

A idéia havia sido sugerida por Pavão Filho, por meio de indicação. O deputado disse estar convicto de que esse instrumento possibilitará uma verdadeira revolução na área do saber:

- “A educação é a estrada para a liberdade de qualquer povo e quando a educação vai bem, todos os outros setores da sociedade também melhoram”, declarou.

Morosidade

O deputado Wilson Carvalho quer que o Governo do Estado e as prefeituras firmem parceria com o Governo Federal para resolver o problema da morosidade processual dos benefícios do INSS no Maranhão.

Segundo ele, há processos envolvendo lavradores e pescadores da região da Baixada com mais de dois anos de tramitação. Pela fórmula proposta pelo deputado, o Estado e os municípios cederiam pessoal e a Previdência Social os habilitaria às funções do INSS.

Pode ser um caminho

MIUDINHAS

A sessão de ontem, na Assembléia Legislativa, seguiu o estilo “relâmpago”. Foi aberta e, logo em seguida, suspensa para formar quorum.

Estourado o tempo limite, o número de parlamentares presentes não foi suficiente para votar a pauta.

A Mesa Diretora pretendia apreciar ontem a Medida Provisória, editada pelo governo do Estado, que muda a nomenclatura das escolas.

Hoje, será feita uma nova tentativa para obter quorum.

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