Com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde, a Associação de Profissionais do Sexo do Maranhão (Aprosma) promove no período de 24 a 26 de agosto, o I Encontro Norte/Nordeste destinado ao segmento. A abertura está marcada para as 14h, no auditório do Convento das Mercês, e será antecedida pela realização da oficina “Gênero e Sexualidade”.
Segundo a coordenadora geral da Aprosma, Maria de Jesus Costa, o objetivo do evento é traçar metas e ações frente aos novos desafios na implementação de políticas públicas que venham beneficiar as profissionais do sexo. “Nós somos historicamente alvo do preconceito e discriminação de boa parte da sociedade”, destacou ela, acrescentando que o encontro regional recebe também o apoio do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís.
Com exceção da abertura e de algumas outras atividades, parte do evento acontecerá no auditório do Centro Educacional e Cidadania (Ceduc), na rua da Palma, próximo ao Convento das Mercês. Já estão confirmadas as presenças de representantes do movimento de profissionais do sexo de Belém, Amapá, Fortaleza, Salvador, Natal e Teresina. Técnicos das secretarias municipais de Santa Inês, Bacabal, Itapecuru, Caxias, Timon, São José de Ribamar e São Luís - municípios que mantém hoje articulações do movimento - foram convidados para discutir problemáticas do segmento.
A presidente da Rede Brasileira de Prostituição, Gabriela Leite, também participará do evento. Do Ministério da Saúde, falará a técnica Liliana Ribeiro. Nas mesas-redondas e oficinas serão tratados temas como prostituição feminina, as questões de gênero e etnia, direitos sexuais e reprodutivos, prevenção das DST/HIV/Aids, hepatite, hanseníase, tuberculose, violência e segurança na área do trabalho, entre outros.
A coordenadora do Programa DST/Aids da SES, Sílvia Viana, explicou que entre os grupos de maior vulnerabilidade ao vírus HIV/Aids estão o das profissionais do sexo por manter relações sexuais com múltiplos parceiros.
“A parceria entre a SES e as profissionais do sexo de São Luís cresceu bastante nos últimos anos. O resultado disso é uma maior consciência do grupo quanto à necessidade de se prevenirem da epidemia. Hoje elas lutam pelo aumento da cota de preservativos distribuídos pela Saúde. Precisamos agora que o interior do estado também tenha a mesma consciência”.